segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A Vida, o Universo e Tudo Mais


Existem 3 formas de se adquirir conhecimento: experimentação, dedução lógica, ou através de ensinamentos que partam de alguma autoridade no assunto que se deseja aprender.

Nada garante que a tal autoridade estará ou não certa quando tentar te transmitir algum conhecimento (os interessados podem pesquisar sobre a falácia "apelo à autoridade")... E existem certas coisas que não podem ser verificadas empiricamente, seja devido a questões técnicas e/ou econômicas (LHC, por favor, volte!), ou porque ninguém ainda concebeu algum experimento que permita que a verificação desejada possa ser testada.

Nos resta, nesses casos, a dedução lógica.

Essa introdução toda foi escrita de modo a minimizar comentários idiotas que possam vir a ser feitos aqui.

- Agora, eu escreveria que ninguém visita esse blog, de qualquer forma, mas já estou ficando sem paciência para escrever isso em tudo quanto é texto... Acho que agora vou só colocar uma sigla: NVEBM (Ninguém Visita Esse Blog, Mesmo). -

Esse texto tratará brevemente sobre os conceitos de divindades e de vida após a morte.

Primeiramente, divindades:

Para ser deus, a criatura deve ser, conceitualmente, onipresente, onipotente e onisciente. E todos esses conceitos geram problemas. Vejamos a onisciência, por exemplo: se deus sabe o futuro, isso quer dizer que ele já está determinado. E, com um futuro determinado, não pode haver livre-arbítrio... Precognição e livre-arbítrio são coisas mutuamente excludentes. Se tudo já está definido, as pessoas não tomam decisões por conta própria. Não há mais responsabilidades. Nada do que acontece é culpa de alguém. Tudo já foi decidido por deus. E, se assim não o fosse, isto é, se deus deu livre arbítrio às pessoas, ele não conhece o futuro, logo, não é onisciente, logo, não é deus.

Alguém pode pensar "tá, tudo bem, o livre-arbítrio não existe, e eu não passo de um autômato, mas deus existe" (sim, já ouvi isso), mas aí vem uma tal de mecânica quântica e excentricidades naturais afins, que dizem que a realidade é probabilística... e puft, foi-se embora o determinismo (foi mal, Einstein)! Logo, nada de se conhecer de antemão o futuro, nada de onisciência, e nada de divindade.

Então, menininhas que consultam seus horóscopos, vocês já podem parar de fazer isso. E, nesse ponto em particular, caso não estejam convencidas, peguem aquela formulinha da Lei da Gravitação Universal e, por exemplo, substituam os valores das massas com a sua, no momento em que nasceu, e a de Plutão (procure na Wikipédia), e a distância você pode aproximar para a distância entre a Terra e Plutão, que eu garanto que não fará diferença para a conta... Viram só que valor medíocre tem a Força obtida? Agora, refaçam a conta considerando, sei lá, a massa da cama em que sua mãe estava no momento em que pariu você, e a distância (ínfima) que você estava da cama ao nascer... Muito maior que o valor obtido na outra conta, não? E então, alguém chocado por saber que objetos na Terra deveriam ter mais influência no seu "horóscopo" do que planetas que, como o Vasco, foram rebaixados para a segunda divisão?

Mas chega de divagar.

A onipresença também é um problema... Lembrem-se das aulinhas de biologia da escola (só para ilustrar o conceito)? Lembram da "membrana citoplasmática"? Entre outras definições, não se dizia que era ela a "separar a célula do meio externo"? Então, a "consciência" segue o mesmo princípio... É o que define que "você é você", e não uma outra pessoa ou coisa... É o que te dá a noção do "eu"... Para se estar em absolutamente todos os lugares ao mesmo tempo, é necessário "ser" todas as coisas... E o "ser" todas as coisas implicaria na ausência dessa "consciência" que separa o "eu" do "resto"... Logo, a onipresença implica na não-existência de uma divindade, que seria uma entidade toda-poderosa que teria ciência de si própria.

E não, Padawan, nada do que eu disse até agora reforça a sua "crença" na existência de uma "Força" que rege o universo... Beber Yakult não aumentará sua quantidade de midi-chlorians (lactobacilos vivos Jedi)... E o mesmo vale se você quiser trocar "força" por "energia" (se bem que eu acharia hilário tentar ver quantos Joules, por exemplo, deus tem)... As Leis da Física estão aí, o Universo está aí, a Natureza está aí, e nada disso está nem aí para você. Somos irrelevantes para o cosmo, gostemos ou não disso. Mais uma vez, ele não dá a mínima... Até porque é desprovido de consciência, instinto, ou o que for; ele simplesmente é.

A onipotência é o problema mais "manjado" de todos: "pode deus criar uma pedra tão pesada que nem ele possa levantar?", e aí está o paradoxo.

Vamos, agora, abordar o além-vida:

Existem as Leis da Física, existe a matéria, existe a energia, existe informação (Shannon, você era sinistro - outra divagação...), que representa como tudo isso se inter-relaciona...

O que somos "nós"? Somos um punhado de impulsos elétricos e reações químicas... Somos o que está armazenado em nossas cabeças... Sem o meio de armazenamento, não somos nada... O que seria a "alma", o "espírito", ou o que for? Se é "energia", não importa, deveria ser o meio em que estaria armazenada a informação referente ao "quem sou eu"... E imagina só que bagunça não seria se tentar estruturar energia de modo que isso pudesse armazenar informação? Não são bits "correndo" por um barramento; não é um sinal modulado "correndo" pelo espaço... Seria energia organizada de modo a representar toda a experiência de vida de um ser humano e, mais que isso, capaz de se adaptar e mudar na medida em que novas experiências são "vivenciadas" (termo meio que inapropriado, caso se considere que se estaria morto)... Seria necessário muito mais energia ainda para se manter tal organização, e se modificá-la de maneira ordenada... Seria uma confusão tão grande que seria um fenômeno facilmente observável e mensurável... E, como até hoje não o foi...

E isso de que "a ciência fecha os olhos para os fenômenos sobrenaturais" é conversa fiada... Primeiro que, se algo acontece, é porque a natureza assim o permite, logo, não é "sobrenatural"... Segundo que há, sim, experimentos nesse sentido... Um exemplo de um experimento desses foi conduzido recentemente em hospitais na Inglaterra, se não me engano... Sabem aquelas pessoas que dizem que ficam voando acima de seus corpos em cirurgias? A ciência médica já explicou isso, mas as pessoas não ficaram convencidas... Então, os cientistas resolveram colocar prateleiras em alturas consideráveis nas salas de cirurgia, e sobre as prateleiras, colocavam fotos deitadas, de modo que quem estivesse na sala não conseguisse vê-las... Isto é, somente gente flutuando seria capaz de ver as fotos... E, até o dia em que o resultado do experimento foi divulgado, qual foi o total de fotos descritas pelos "pacientes voadores"? Não vai ganhar uma jujuba quem disse "zero" porque a resposta é meio que óbvia demais...
Leitores, não me levem a mal... Eu quero acreditar em vida após a morte... Acho a idéia de ser deletado ao morrer (shift+del, isto é, sem direito a uma estadia na lixeira, inclusive) simplesmente assustadora... Eu não quero ser apagado da existência mas, novamente, infelizmente, é o que inevitavelmente vai acontecer... Como eu já falei, o universo não está nem aí para o que queremos...

Mas tudo tem um fim... Até mesmo o universo dará shutdown algum dia... Então, meninos e meninas, qual a lição que podemos tirar disso tudo? A que eu tirei foi: já que estão de passagem por aqui, de qualquer forma, pelo menos divirtam-se! Só não estraguem a diversão do próximo, afinal, ele também pode fazer isso com a sua (Teoria dos Jogos, crianças)...

P.S.: Só escrevi esse post porque, até hoje, nunca consegui explicar sequer 1/4 do que escrevi aqui a um crente (aqui usado no sentido de "pessoa que acredita em divindades e/ou vida após a morte") sem que a pessoa interrompesse a conversa abruptamente, dizendo que eu estou errado "porque sim" (será que isso poderia ser chamado de "falácia do maternal", academicamente falando?), ou então fazendo ataques à minha pessoa (não necessariamente num sentido ofensivo; pode ser simplesmente algo como "e quem é você para opinar sobre o assunto?", o que é uma falácia muito comum, na qual se ataca quem está argumentando em vez de o argumento em si, geralmente por não se ter contra-argumentos)... Ou seja, este post serviu só para extravasar, mesmo...

E sim, eu já procurei por contra-argumentos, e nunca achei nenhum (se alguém for falar bobagem com relação às Leis da Física, sugiro que antes disso teste-as, começando pela gravidade, pulando de cabeça do alto de um prédio, e de preferência antes de ter deixado descendentes)... E também já procurei por argumentos a favor da existência de divindades e de vida após a morte, mas nunca achei nenhum que não fosse ilógico, contraditório, bobo, idiota, apelasse para fé cega ou fosse simplesmente absurdo, essas coisas...

Infelizmente, o máximo que alguém pode dizer nesse sentido é "o conhecimento científico humano ainda está longe de ser completo"... Mas isso não vale de muita coisa frente ao que já se sabe.

Num próximo e também "polêmico" post, falarei sobre alienígenas e explicarei o porque de eles não visitarem este planetinha azul perdido nos subúrbios da Via Láctea!

"Não é o bastante ver que um jardim é bonito sem ter que acreditar também que há fadas escondidas nele?" - Douglas Adams, O Guia do Mochileiro das Galáxias

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Reflexões...



Quando vi este vídeo não pude deixar de lembrar de meu colega autor de blog que dedica boa parte do seu tempo de reflexão para o polêmico tema das relações amorosas e do comportamento complicado das mulheres.

Não é um dos meus episódios favoritos e o fim é até um pouco previsível.
Cassio Gabus Mendes tem uma atuação sólida como namorado "otário" e Malu Mader, sejamos francos, é bonita mas atua como uma porta nesse episódio.

Caso não se lembrem do que isto se trata, este é um dos episódios de "A Vida Como Ela É", de Nélson Rodrigues, filmado na década de 90 pela Globo.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Quase um Planeta dos Macacos (tupiniquim, claro)

Nemesis: macaco ninja comedor de pão de queijo

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante...

Eu tinha 5 anos. Era Carnaval. Viajei com minha mãe e o ex-marido dela (pai do meu irmão mais novo por parte de mãe, que na época não existia - tá, confuso, eu sei) para a cidade natal dele, em Minas Gerais...

Cidadezinha pequena... Com coreto na praça, em frente à igreja... Bucólica, eu diria.

Na época (antes do IBAMA começar a "pegar pesado"), tinha até mesmo um pequeno zoológico na praça, com um pequeno diferencial: havia cabos passados entre as árvores, e havia macacos presos a esses cabos, passeando semi-livremente para lá e para cá (a figura tosca feita rapidamente no paint ilustra melhor esse mecanismo).

Pois bem. Como eu havia dito (escrito), era Carnaval, e eu estava fantasiado de He-Man, com espada do poder de plástico e tudo!

Estava eu zanzando pela praça, quando encontrei com um dos macacos (como eu tinha 5 anos, o bicho, se ficasse devidamente ereto, teria quase a minha altura)... Frente a tal criatura, a única coisa que o homem mais forte do universo poderia fazer seria bradar "Eu tenho a força!" e partir para o ataque... E foi o que eu fiz.

Como o animal era ágil! Eu não consegui acertar um único golpe nele! Mas garanto que foi uma luta épica! Eu golpeava verticalmente, horizontalmente, estocava, e o bicho se esquivava de todos os meus golpes! Com aqueles efeitos de "bullet-time", certamente teria dado uma ótima cena de ação de blockbuster hollywoodiano!

Como só eu golpeava, acreditava estar em vantagem na peleja... Estava confiante de que alguma hora acertaria o bicho, e o venceria! E essa foi minha ruína...

De repente, num determinado momento, o macaco virou de costas para mim, e foi correndo em direção à árvore... "Está tentando fugir!", pensei... E corri atrás dele para impedi-lo... Mal sabia eu que havia caído na armadilha! Fora um engodo! O macaco começou a subir na árvore e, no momento em que eu iria golpeá-lo enquanto ia tronco acima, ele pulou para trás, passando por cima de mim (visualizem um salto mortal, para dar mais dramaticidade à cena, por favor), e caindo às minhas costas! Rapidamente, então, ele me atacou, me dando uma espécie de chave-de-braço ou mata-leão símio!

Tentei me livrar, mas era em vão... Eu lutava bravamente, me debatia, mas o bicho não largava!

Até que minha mãe viu essa cena, e foi correndo em meu auxílio. Agarrou o macaco, e o puxou com força. Mas mesmo assim o bicho não soltou! Minha mãe continuou puxando, sacudindo, e nada do bicho me largar! Ficamos então eu e o macaco sendo saculejados violentamente durante um tempo, até que ele resolveu pular fora, subindo correndo numa árvore... Minha mãe, então, foi embora, e eu fiquei lá, na praça... Com o espírito alquebrado... Nem mesmo tinha vontade de tentar capturar um dos porquinhos da índia que corriam soltos para lá e para cá...

Que humilhação... Ludibriado e derrotado por um macaco, e salvo pela mamãe!

Como ficou provado que o He-Man era patético, no Carnaval seguinte, fui de Change Dragon! Como eu estava maior, e como eu era um guerreiro que lutava pela justiça, não fui em busca de vingança... Muito pelo contrário, fui com um pacote de biscoitos tentar fazer as pazes com meu antigo inimigo.

Cheguei na árvore, abri o pacote de biscoitos (na época, o "Bono" era simplesmente "São Luiz"), e ofereci um... Vendo a guloseima, o macaco desceu cautelosamente... Se aproximou... E então, rapidamente, pegou o biscoito da minha mão, mordeu meus dedos, e subiu correndo!

Gimme da cookies, biatch!

Bicho maldito e traiçoeiro!

Definitivamente, macacos não lutam limpo.

P.S.1: Lembrando agora, o pior é que, depois disso, não fui a um posto de saúde tomar soro (que é diferente de vacina...), afinal, a dentada foi forte, e fiquei com os dedos sangrando... Sorte que o bicho não tinha doença nenhuma...

P.S.2: Não guardo mágoas do animal... Afinal, hoje, certamente ele já está morto (enquanto que eu, obviamente, não)...
...
Ha! Se ferrou, macaco! No final das contas, fui eu a sobreviver (praticamente um Tokugawa Ieyasu dos pobres...)!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Adeus, Infância!

Tá tristinho? Dá uma bitoca no meu nariz!

Como é do conhecimento de todos, o desenvolvimento mental do homem cessa na puberdade (e é por isso que, mesmo velhos, continuamos conseguindo nos divertir, enquanto que a mulherada vai ficando cada vez mais ranzinza)... A única coisa que muda são os brinquedos com os quais brincamos (eu nem ia fazer nenhuma piadinha com "mulher-objeto", mas agora ela já está feita)...

Já comecei o texto meio que divagando... Mas serve como introdução para o assunto do post: brinquedos. Os meus. De quando eu era pequeno...

Pois bem. Minha mãe está se mudando de novo... E, com ela, vão-se da casa dela (para a residência nova) minhas caixas de brinquedos... Caixas e caixas e mais caixas com veículos e mais veículos e bonecos e mais bonecos dos Comandos em Ação... Dos Thundercats... Do He-Man... Do Rambo... De Guerra nas Estrelas... Dos Super Powers (como era conhecida a coleção de bonecos dos Super Amigos)... Das Tartarugas Ninja... Das Guerras Secretas (primeira grande saga em quadrinhos envolvendo vários super-heróis, da Marvel)... Dos Transformers, e muitos outros robôs gigantes de vários tipos... E muitos outros brinquedos...

Eu não era daqueles moleques malucos que compravam os brinquedos e não os tiravam nunca da caixa (acho que isso é coisa de americano)... Brinquei muito quando era criança, mas nunca quebrei nada meu.

Interrompo (não interrompendo) brevemente este relato para fazer a seguinte pergunta: se você tem um dragão-robô gigante, e uma caixa para transportá-lo na qual este não cabe por ser um brinquedo realmente grande, como você faz para poder transportá-lo? Pois vos digo que a resposta é simples: quebra-se o brinquedo ao meio, de modo que cada metade destruída caiba na caixa!

Enquanto dava uma olhada no andamento da obra do apartamento novo, fui, todo pimpão, mostrar ao meu irmão de 4 anos (que não é filho da minha mãe) alguns de meus brinquedos antigos... Abri a primeira caixa, e vi minha X-Wing detonada... Abri a segunda, e vi vários veículos dos Comandos em Ação prensados, com o plástico estourado... Abri a terceira, e vi o carro do Rambo aos pedaços... Abri a quarta, e foi então que vi meu dragão-robô partido pela metade de modo a caber na caixa...

Então, parei de abrir caixas.

Depois, fui perguntar à minha mãe o porque de tanta estupidez ao se lidar com meus antigos brinquedos...

E a resposta foi: "Dane-se!* Não foi nada meu que quebrou!"...

Como diria Charlie Brown: "Mas que puxa!"...

Perdeu, "Preibói"!

P.S.: Em 1997, o boneco do Homem-Elástico, dos Super Powers, fora da caixa, valia 68 dólares nos EUA (nem sei o quanto vale agora)... Fico só imaginando quando dinheiro eu teria em forma de brinquedo, em todas essas caixas... Agora, só o que tenho é plástico velho...

* Claro que o português empregado não foi fino e requintado como o que eu usei para escrever a frase...

sábado, 25 de outubro de 2008

A Traição e os Sexos


Aviso: post desaconselhável para menores de 18 anos e/ou pessoas frescas, devido à presença de linguajar chulo (suavizei o melhor que consegui, de acordo com o propósito do texto).

Segue o assunto prometido no post anterior.

São 3 os “modelos de traição” do homem (no caso, acho que está mais para "modelo de homem" do que "modelo de traição do homem"):

1) O modelo "trair por trair": esse modelo é o do indivíduo, digamos, "completamente escroto"... Não está nem aí, e chifra a companheira por esporte, para aparecer, mostrar que é pegador, ou apenas segue livremente o impulso do "devo espalhar meus genes pelo mundo o máximo que conseguir, até porque quem fica com a criança 9 meses no bucho é a fêmea, não o macho"... Só isso, pura e simplesmente. Conheço poucos* que apresentam esse perfil.

2) O modelo "recalcado": vários colegas meus* se enquadram nessa categoria. Exemplo: um, uma vez, me falou que "não faz sacanagem com a namorada" (deve ter relações sexuais com ela usando um lençol furado), pois "não teria coragem de olhar nos olhos de um filho que eles poderiam vir a ter, e pensar "Ah, moleque, eu ejaculei na cara da tua mãe!!!"..."... Porém, claro que o rapaz não ficaria sem ter a dose dele de sacanagem... Sendo perguntado sobre como ele lidava com isso, a resposta foi rápida: "Fácil: pulo a cerca!"... E são vários outros relatos desse tipo, vindos de pessoas diferentes... E, caro leitor, você pode ter certeza de que eles todos são apaixonados por suas patroas... E, justamente por isso, as vêem como santinhas imaculadas, o que os "obriga" a traí-las, pois não podem tirá-las de seu pedestal e transformá-las em mulheres de carne e osso... Claro que esse comportamento lhes renderá também belos pares de chifres (afinal, as moças também não ficarão sem a parcela delas de sacanagem), mas é problema deles...

3) O modelo "arrependido": como dito no post anterior, o cérebro humano funciona da seguinte forma: são milhões de neurônios com milhões de conexões, e essas conexões, ou sinapses, são químicas... Mudando-se a química das sinapses, mesmo se mantendo a mesma arrumação dos neurônios, se passa a pensar de forma completamente diferente. O homem produz quantidades cavalares de testosterona, muito maiores que as produzidas pela mulher e, além disso, o homem a produz muito rápido... Então, está tudo muito bom, tudo muito bem, entre o cara e sua senhora... Aí vem outra mulher e começa a dar mole, dar mole... Praticamente pulando em cima do rapaz... Ele vai pensando "não, não"... A testosterona vai subindo... Até que uma hora chega no nível do "Ah, dane-se!"... Aí, o cara “traça” a mulher... A testosterona cai... E então vem o arrependimento... "Puxa, eu não devia ter feito isso! Eu amo minha mulher! E agora?"... E então o indivíduo vai e compra flores, leva a patroa para jantar fora, dá presente, essas coisas, para tentar aliviar a consciência pesada (não que sempre que um cara fizer isso ele esteja tentando aliviar a consciência dele, claro)... Outros tantos colegas meus* se enquadram nesse modelo...

Tanto que é por causa desses "modelos 2 e 3" que tem gente que argumenta que "o homem não trai", pois não há envolvimento emocional; o cara continua amarradão na mulher dele (sendo que só há arrependimento no "modelo 3")...

Lula: - Eu não sabia de nada! Eu fui traído! *snif*
Bush: - There, there...

E, no caso feminino, seria diferente, pois quando ela trai, quase sempre, haveria um envolvimento emocional da parte dela e, por isso, ela, sim, estaria traindo o companheiro. E sem remorso nenhum! Como ela está "agindo de acordo com os sentimentos dela", então "não há do que ela se arrepender" (no caso feminino, é sempre essa conversa do "estar agindo de acordo com os sentimentos")... É claro que as moças costumam dar voltas e voltas para ilustrar/tentar justificar isso de "sentimentos", mas o resumo da situação toda, ao ser interpretada por um homem, é: "eu estava sendo mal comida; apareceu um cara que me comeu bem, e então me apaixonei por ele..."...

Os únicos relatos de “pulação de cerca” femininos que ouvi* se enquadram no que foi descrito no parágrafo acima. Então, fica a pergunta: existe outro tipo de traição feminina além desse?

Ah, se toda mulher traísse assim...

No caso da traição masculina, recentemente isolaram um gene que aumenta a probabilidade de o cara ser “galinha”... O código genético humano é duplicado (tirando o caso dos cromossomos sexuais no homem, que são diferentes, X e Y)... Se o homem recebe o "gene-galinha" somente de um dos pais, ele provavelmente será "pouco galinha"... Se recebe de ambos, a característica se acentua, e ele será provavelmente "muito galinha"... E, se não receber de nenhum dos pais, será um mané. Afinal, também há pesquisas que indicam que as mulheres preferem os “galinhas”... Isso meio que por causa de um círculo vicioso (ou virtuoso, dependendo do ponto de vista)... “Galinhas” são mais confiantes, e então pegam mais mulheres, e têm mais descendentes... Esses descendentes serão semelhantes aos pais, logo, também serão pegadores... E as fêmeas, então, os preferem, pois estariam garantindo que sua prole também seria de pegadores, logo, também teria sucesso em espalhar bastante seus genes pelo mundo...

Ainda sobre esse assunto, também se descobriu recentemente que homens polígamos vivem em média 12% a mais que os monógamos! Ou seja, caro leitor XY, se você “pegar geral”, isso quer dizer que aumentará sua expectativa de vida em uns 8 ou 9 anos! E você, cara leitora, não gostaria que o seu parceiro tivesse esses anos de vida a mais? Então, colabore com o rapaz!

Receita para a longevidade masculina

* - Conta-se o milagre, mas não se revela o(s) santo(s) que o(s) promove(m)...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Igualdade, para que te quero?


Mulher sempre reclama da "tal" da TPM. Alteração alucinada dos níveis de hormônios zanzando pelo corpo delas e coisa e tal. Mesmo sem alterar a "rede neuronal", essas variações afetam o que seria o "peso de cada percéptron" (perdão pela metáfora matemática...)... Isto é, "avacalham" (por falta de um termo técnico melhor) com a química das sinapses, e isso faz com que, durante esse período, as mulheres "pensem" de uma maneira completamente diferente do seu normal.

Até aí, tudo certo. O problema é que as mulheres querem que nós as "compreendamos" quando estão passando por essas alterações hormonais... A Lei brasileira, inclusive, considera estar com TPM como atenuante, quando a mulher comete algum crime (não sei dizer se qualquer tipo de crime, ou se há alguma restrição)...

Não haveria qualquer problema em se "compreender" as variações provocadas da mente da mulher pelos seus hormônios, se a recíproca fosse verdadeira, e elas também compreendessem as variações provocadas em nossa maneira de pensar provocadas pelos nossos! Pesquisas mostram, por exemplo, que a média dos níveis de testosterona presentes em criminosos violentos é maior que a média dos níveis do cidadão comum. Não que eu ache que se deva "aliviar" a situação dessas pessoas por causa disso; muito pelo contrário: acho que TPM deveria deixar de ser desculpa para infringir a lei...

A questão é que a testosterona também "avacalha" as nossas "redes neuronais"... Podemos não esticar um único dendrito a mais para "agarrar" (eu sei que não há contato entre os neurônios...) o telodendro de outro neurônio próximo para formar uma nova sinapse, mas a variação dos nossos níveis de testosterona também afeta e muito a nossa maneira de pensar... Traduzindo para um português correto, chegando onde quero chegar: homem não pensa de "genitália rígida" (será que essa pequena variação no final do ditado popular é filtrada pelo safe search do Google?).

A diferença é que as variações nas mulheres ocorrem acompanhando a Lua e coisa e tal (e viva a regularidade do ciclo menstrual...), e no caso masculino, hããããã... quase o tempo todo. Tá, isso é um pouco exagerado... Se a mulher passando no momento (ou que estiver parada; ah, não importa a situação, só importa a mulher) for feia (sendo que a definição de "feia" varia de acordo com o teor de álcool no sangue), o nível de testosterona é baixo, e somos capazes de empregar as funções mais elevadas do cérebro para raciocinar (isto é, aqueles de nós que fazem isso - aqui me refiro à raça humana como um todo)...

Interrompendo rapidamente o programa, me indaguei: como será quando a Lua já estiver extremamente distante da Terra, a ponto de sair passeando pelo universo? Será que todas a mulheres do mundo enlouquecerão devido a uma explosão hormonal errática? Não que isso importe de verdade, afinal, sem a Lua, a rotação "bonitinha" da Terra "vai para o espaço", e a movimentação planetária desgovernada que se seguiria destruiria nosso clima, e se algo fosse herdar o planeta, seriam as bactérias...

Mas já divaguei o suficiente.

Retomando o raciocínio: há outras situações que promovem o aumento das quantidades de testosterona em nosso sangue (e, dependendo do caso, também afetar nossa capacidade e tomar decisões)... Isto é, qualquer situação em que haja competitividade promove esse aumento... Afinal, nessas situações meio que se está definindo quem é o "macho alfa" do bando... E, senhoritas, não adianta dizer que essa "competitividade masculina" é ridícula, pois no final das contas é o macho alfa que leva as fêmeas... Então, sem conversa fiada, por favor. E sim, senhor nerd, quando você está competindo com o seu coleguinha para ver quem emprega menos linhas de código para gerar um algoritmo qualquer, você está, de fato, agindo como aquele troglodita de quem você tanto se queixou, que derrubava seus livros, roubava o seu dinheiro do lanche e pegava a garota por quem você era apaixonadinho na escola e adorava "dar porrada" por aí (moleque chorão; franguinho!)... A única diferença é que, no seu caso, não há nem haverá mulher nenhuma nem mesmo para testemunhar quem foi o ganhador, quanto mais para se propor a acasalar com o vencedor da disputa por conta disso!

Tudo isso me lembrou de um "causo" interessante: um colega meu, tido como "estúpido" por alguns ("jiujiteiro" e etc.) saiu da escola no último ano do ensino médio para estudar em outro lugar, "mais voltado para o vestibular", digamos assim... Lá, ele estudou com garotas que logo viriam a ser colegas de turma de outra amiga minha numa conceituada faculdade aqui do estado do Rio de Janeiro... Uma vez, elas contaram que o conheciam, e comentaram como ele era "estúpido e ridículo"... "Bobo, feio, e chato", o tipo de gente que derruba o seu castelo de areia na praia, e rouba doce de criancinha... Ele nunca teria qualquer chance de ter qualquer tipo de contato físico mais íntimo com elas, digamos assim... Agora, o "x" da questão: elas eram feias; e ele estava pegando mulher que já foi (ou viria a ser; não sei precisar o momento cronológico) capa da Playboy... Então, inexistente leitor do sexo masculino (não que haja leitoras por aqui; todo leitor é inexistente), fica a pergunta: você quer estar "bem na fita" com as barangas, ou se atracar num frenesi sexual com mulheres estonteantes?

Retomando o raciocínio outra vez: igualdade é igualdade. Não foi para isso que as antepassadas queimaram sutiã em praça pública? Se é para agüentar estrogênio e progesterona, é para agüentar testosterona também!

Mas agora chega; tudo isso foi só para falar sobre a testosterona de modo a abrir caminho para o próximo post que pretendo escrever, sobre traição masculina (são 3 tipos) e feminina (será que há mais de um tipo?)... Aguardem (nossa, que suspense; como se alguém se importasse...)!

P.S. sem qualquer relação com o assunto: fizeram uma tal de "dobradinha" aqui em casa, hoje, e o troço cozinhando tem cheiro de cocô! Nojento...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Metonímia Brasileira - Update


Eu não pretendia escrever novamente sobre este assunto mas, após ler esta reportagem, mudei de idéia.

Então, quer dizer que alguém que aparece com não uma, mas duas armas de fogo, e mais munição sobressalente, "não premeditou nada"?

Agora, o assassino "demonstra estar muito abalado, arrependido, preocupado com a Eloá, porque a gente não deu a informação de que ela faleceu"... Como assim? Então, o "coitadinho" está arrependido? E está "preocupado"? Ele dá um tiro na virilha e outro na cabeça da garota, e "não sabe que ela morreu"? "Não tinha intenção de matá-la"?

Rompendo-se o vaso sanguíneo que passa pela virilha, morre-se rapidamente de sangramento, tanto que esse era um dos três pontos do corpo dos adversários para os quais os soldados romanos deviam direcionar os gládios ao lutarem em suas paredes de escudos (os outros dois eram o pescoço e as axilas)... E o monstro mirou (e acertou) justamente aí... E, com relação a um tiro na cabeça (com direito a perda de massa encefálica), nem preciso falar (escrever)...

Sobre a amiga, ele também mirou (e acertou) na cabeça, mas ela teve a "sorte" (como se qualquer coisa nesse caso pudesse receber essa denominação) de colocar a mão na frente, e de além disso a bala ter desviado um pouco mais e ter "só" arrebentado uns ossos da face (além da mão, claro)... Houve ainda um quarto e último tiro (não sei em qual das duas ele mirou, dessa vez) em que, por "sorte" a arma deu defeito, e não disparou...

Além de tudo isso, continua a história de que "ele só disparou porque a polícia invadiu o local"; "o pobrezinho não tinha intenção alguma de atirar, e não teria feito nada se a invasão não tivesse ocorrido"... Mesmo que isso seja verdade (isto é, caso a versão da polícia de que só invadiu o local após ter ouvido um tiro seja falsa), quem atirou nas garotas foi o seqüestrador! Ele é o assassino! A polícia ter que ficar se defendendo o tempo todo é ridículo... Não que não tenham errado ao devolver uma refém; mas seu verdadeiro erro foi não ter explodido a cabeça do monstro quando houve chance! Mas é claro que isso não foi uma opção, afinal, estamos no Brasil (como escrevi no texto anterior)...

E sendo "justo" (como se isso tivesse qualquer relevância considerando-se que isso é somente um texto num blog que ninguém lê), admito que não sei julgar a qualidade da invasão do apartamento feita pela polícia.

Para completar esse "causo", pode ser que a criatura responda ao processo em liberdade! Um louco assassino andando solto pelas ruas! Eu entendo a necessidade do direito de defesa e coisa e tal, mas acho que, para chegar a propor uma coisa dessas, sem falar na composição toda dessa historinha para boi dormir de que o cara nem mesmo sabe que matou alguém e ficar perguntando pelo bem-estar das meninas, é necessário que o advogado (no caso, advogada) seja completamente desprovido de consciência...

Ô, raça maldita(não só advogados; me refiro aqui também aos seres humanos)...