sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Joanetes


Fui numa apresentação de balé da minha irmãzinha... E, mais uma vez, desnecessário dizer que genética é um problema...

A garota não dava um sorriso; ficou o tempo inteiro com a mais pura expressão de indiferença no rosto...

Para piorar, não sei se era falta de confiança ou o que, mas ela só fazia os movimentos depois que as demais coleguinhas já os tinham feito (o que, além de atrasados, os deixava "duros", sem "fluidez")...

Se não era a pior, era uma das piores menininhas dançarinas...

Espero que o fogo no rabo que virá na adolescência corrija isso, caso contrário, ela vai ter problemas em arrumar "peguetes"... Hahahahaha...

Olha só, que irmão esquisito que eu sou... Em meu lugar, outros estariam agradecendo a perspectiva de ter uma irmã "com vocação para freira", que não conseguiria sair dando por aí... Já eu me preocupo com o oposto, isso é, no caso de ela não conseguir sair dando por aí! Hahahahahahaha...

9 comentários:

Jiroumaru disse...

Você só quer que ela aproveite a vida!

ghfdc disse...

Exato!
Viu só que irmão legal que eu sou?

Juliana disse...

Você é muito sincero!!! Normalmente, os parentes ignoram esses detalhes e dizem - "Ela é uma gracinha, chamava atenção entre as outras!!" - mas você, não, você diz logo que ela foi uma das piores!
E depois ainda diz que é um irmão legal!! =P Bom, ok, sinceridade faz bem. Talvez ela devesse tentar algum esporte que não exigisse muito carisma, leveza, e fluidez =)

ghfdc disse...

Não é porque sou parente que sou cego!

E eu sou um irmão legal! Já avisei logo que esse negócio de balé dava joanetes, e que ela deveria fazer ioga ao invés disso (mesmos benefícios de, hum... "abertura", mas sem os malefícios; coisa muito mais prática e objetiva...)! Hahahahahahaha...

E o negócio é mesmo esperar a puberdade para ver se os hormônios dão uma aliviada na herança genética e ela se torna uma moça rebolativa!

Ceres disse...

Ok, Gustavo!
Eu não sou rebolativa. Não tenho leveza, carisma e fluidez. Bom, um certo carisma, talvez, mas, enfim... Não saio por aí pegando peguetes, mas me garanto o suficiente para ter escolhido o meu baixinho!
Enfim, não é questão de ser, er, oferecida ou não. É só ter segurança em si. Uma hora a gente aprende. :p~

ghfdc disse...

Meninas rebolativas são oferecidas?

Preconceito! Absurdo! Heresia!

Ceres disse...

O que eu quis dizer, Gustavo, é que mesmo meninas que fizeram Engenharia alguma vez em suas vidas não necessariamente vão ser fadadas à solidão absoluta.
Você pode ser um prego, uma bigorna no quesito rebolatividade e, ainda assim, encontrar uma única pessoa que vale mil vezes mais a pena que encarar 298117878545 peguetes.

ghfdc disse...

"E todos viveram felizes para sempre"...

Probabilisticamente, mulheres têm mais chances de chamar a atenção dos homens sendo rebolativas.

Além disso, considerando as bilhões de pessoas existentes no mundo, a probabilidade de que haja por aí alguém que seja, para você (isto aqui é uma generalização; não estou falando da senhorita, especificamente), um par melhor do que a pessoa com quem se está atualmente é enorme.

Não é porque as provas de matemática já foram feitas que o que se aprendeu na aula deve desaparecer da mente...

Fisicamente, se eu largar um objeto no ar, não existe a possibilidade de ele subir, em vez de cair? Mas qual a probabilidade de isso acontecer? Em qual dos dois eventos você apostaria?

Além do que, em momento algum no texto desse post eu disse que meninas que fazem/fizeram engenharia não podem ser rebolativas, ou que estão fadadas a ficarem para titia... Só o que eu disse é que gostaria de maximizar a probabilidade de minha irmã ter sucesso reprodutivo.

Quanto maior a quantidade de indivíduos do sexo oposto se puder atrair, maiores as chances de se poder selecionar um(a) parceiro(a) de qualidade satisfatória.

Jiroumaru disse...

"Sobreviver e perpetuar a espécie..."