segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Ano Novo


Feliz 2008!

São os votos de Gamera, a tartaruga voadora gigante mutante pré-histórica amiga de todas as crianças, e da vasta e altamente qualificada equipe do blog Ornitorrinco Mariachi!

P.S.: Achamos engraçado cachorros correndo atrás do próprio rabo, mas ficamos todos "serelepes" só por causa de mais uma volta ao redor do Sol... Pensando agora, me parece a mesma coisa... Assim sendo: felicitações caninas a todos!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Estamos só neste universo?

Esta é uma pergunta interessante para este blog. Alguém para para ler isto aqui? Se alguém lê isto aqui, entende o que nós escrevemos? Sabe, eu escrevo mais para mim mesmo, para eu ter o prazer de atirar piadas sem graça que somente 3 ou 4 pessoas irão entender, mas é inegável o sentimento de que se publicamos algo é porque queremos ser lidos.
Não tenho a pretensão de que tenhamos milhares de acessos diários e que vários internautas deixem comentários tão idiotas quanto nossas piadas mas sempre existe aquela curiosidade: se uma árvore cai e ninguém ouve, então ela realmente caiu?
Estarei atirando minhas piadas ao vazio do universo virtual, sendo esquecidas no limbo do lixo de informação que é gerado todos os dias pela podridão diária de nossa sociedade decadente? É o destino de toda a informação gerada neste mundo cair no esquecimento, sendo afogada no crescente mar de excessiva informação, sendo atirada num redemoinho de obscurescência mental aonde nada disso será lembrado nem mesmo pelos seus criadores?

.........

Quer saber, tou pouco me f*dendo pra isso, vou continuar publicando esta porra e não me interessa se só o E.T. de varginha ler isso. Pelo menos ele deve entender as piadas de ficção científica.

PS. Agradeço sinceramente às pessoas que eu sei que lêem este blog, mas devido ao alto teor de idiotice das piadas não têm como tecer algum comentario.
PS2. Isso pode parecer mais um desabafo de um blogueiro recalcado, mas no fundo é uma piada subliminar.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Diário de Guerra (2)

Mais uma vez repetiu-se o ambiente: Teatro Odisséia. Desta vez, porém, trocou-se a música: tocava-se algo que parecia ser samba, mas misturava-se rock... Mas esse comentário não é para ser levado a sério, afinal, não entendo nada de música.

Esta nova incursão ao campo de batalha também foi curiosa... Novamente, como um daqueles pesquisadores do National Geographic ou do Animal Planet, que ficam dias observando o comportamento de animais para entender seus hábitos, eu esperei e observei...


Mas primeiramente, as "fatalidades": as pessoas passam pulando para lá e para cá, carregando copos de bebidas sobre suas cabeças... Sempre observei esse comportamento me perguntando "como será que fazem para não derrubar a bebida em ninguém?"... Pois bem, dessa vez, a pergunta foi respondida: não fazem. Derrubaram em mim... Acho que eu simplesmente nunca havia notado alguém tomando banho de cerveja involuntariamente simplesmente porque nunca tinha sido eu a levar o banho...

Além disso, também voltei para casa com um número considerável de queimaduras de cigarros nos braços... Como se o fedor já não me incomodasse o suficiente...

Agora, vamos à pesquisa propriamente dita:

Eu realmente não faço a mínima idéia de como os nativos fazem para identificar as mulheres solteiras nesses ambientes... Mas é possível usar essa capacidade deles a seu favor! Identificando uma solteira, os nativos fazem um círculo ao redor dela... E então ficam bebendo, bebendo, até terem coragem alcoólica suficiente para irem abordar a moça cercada. Tudo leva a crer que não há um critério de ordenação; qualquer um pode ir lá falar com a garota... Ou seja, basta esperar o círculo se formar, e então furá-lo e ir falar com a menina primeiro!

Desta vez, não foram muitos os círculos que se formaram... Talvez a escassez de solteiras tenha sido devido à proximidade com o Natal, sei lá.

Agora, a questão da abordagem: aparentemente, há uma etiqueta a ser seguida... Pela primeira vez, enquanto eu "conversava" (como se isso fosse possível devido ao som extremamente alto) com uma garota, um outro cara foi em direção a ela, e tentou esboçar um início de conversa... E eu consegui notar a moça discretamente "enxotando-o"... Fiquei com a impressão de ser algo do tipo "espere a sua vez; entre na fila e pegue a senha". Acredito que isso deve ser um indicativo de que há outras regras de etiqueta, totalmente desconhecidas pelos cientistas! Preciso prestar mais atenção...

Sobre receptividade: parece haver uma clara distinção de situações. Se a fêmea conversar com você de frente, acredito que determinado estágio já tenha sido ultrapassado; caso ela se conserve de lado, deve ainda estar realizando algum tipo de avaliação... Há dúvida se deve à "reação verbal" das fêmeas: não importa o que seja dito, elas simplesmente riem! De qualquer coisa! E riem bastante! E enfatizo: é "riem", e não "sorriem"!

Se eu soubesse alguma receita de bolo, acho que a teria declamado, para testar... Isso deve ser efeito do álcool e sua incrível propriedade química de tornar qualquer coisa divertida...

E, mais uma vez, bati na barreira do "só vim aqui para dançar com minhas amigas". Um clássico.

Algo que ainda não estudei é a questão da insistência... Até que ponto se deve insistir? É que já vi casos de indivíduos insistindo a noite inteira até finalmente “levarem”... E eu não tenho paciência (ou criatividade) para fazer isso... Mas, se for essa a regra, não adianta nada não gostar dela. Mas também já tomei conhecimento de comentários do tipo “garoto chato, ainda não entendeu que não quero nada com ele?”... Pelo visto, deve haver algum mecanismo que indique quando a fêmea quer ou não ser perturbada (ficar gritando abobrinhas no ouvido de alguém durante 4 horas seguidas só pode ser entendido como “perturbar”), que nem mesmo os nativos conhecem!

A questão da música também está se tornando preocupante... Nada me empolga a ponto de ficar saltitante como os freqüentadores do local... Além disso, não conheço a letra de nenhuma, logo, não posso nem "cantarolá-las", de modo a tentar me misturar ao bando... Se tentasse, pareceria jogador da seleção "cantando" o hino, completamente artificial (além de ridículo)... Seria muito facilmente desmascarado... Isso de "estranho no ninho" certamente compromete a pesquisa... A reação dos observados é alterada ao saberem que estão lidando com um elemento alienígena ao ambiente.

Pelo menos, desta vez, não saber dançar foi "vantajoso": os tocos que levei por conta disso me pouparam de perder mais tempo com mulheres que, vi depois, eram fumantes (hábito asqueroso, esse)...

Desta vez, vi também uma "dança sensual" entre uma morena não-interessante e uma loira interessante... Mas não pude acompanhar o desfecho; fui arremessado para longe pela quantidade de caras que correu para ficar em volta olhando, também...

Tentei voltar mais tarde, para ver o que tinha acontecido... Só que, infelizmente, as duas garotas tinham sido substituídas por duas outras, só que horrorosas! E essas duas barangas se pegavam ferrenhamente! Uma colocava a língua até o esôfago da outra! Aterrorizante.

Infelizmente, a grande maioria das minhas observações não possui validade estatística real... Afinal, o número de pesquisadores na área é reduzido (sou o único que conheço)... Mas continuo trabalhando!

Houve uma tentativa de mudança de local de estudo, recentemente, mas não recebi apoio. Tentarei novamente numa outra oportunidade.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

There can be only one Mayor!!!


Foi anunciado o mais novo candidato para prefeito, Connor MacLeod, mais conhecido como Highlander, o Imortal. O lançamento de sua campanha começou com os polêmicos slogans "Só perco se me cortarem a cabeça!" e "Só pode haver um prefeito, e ele é Imortal!". Vários pichadores pela cidade já deturparam os cartazes cortando o "T" da palavra Imortal, transformando o slogan em "Só pode haver um prefeito, e ele é Imoral!".
O candidato só fez uma manifestação sobre sua proposta de governo: "O meu governo visa os resultados a longo prazo."

domingo, 23 de dezembro de 2007

No espaço eleitoral, ninguém pode ouvir você gritar. Seria embaraçoso.

O anúncio de Kirk para compor a nova chapa parece ter dado novo ânimo à campanha de Worf. As sucessivas aparições públicas de Chewbacca e sua equipe, e de Muad'dib, parecem estar confundindo os eleitores, que ficam o tempo todo mudando de idéia com relação às suas intenções de voto. Estas mudanças de opinião estão sendo tão gritantes, que nem mesmo se consegue mais realizar previsões a respeito, a ponto de os pesquisadores estarem simplesmente computando todos como "indecisos".

"Nunca antes na história deste país" se viu algo assim. Num dia, após uma aparição pública de Muad'dib, todos dizem que pretendem votar nele. No dia seguinte, após uma aparição de Chewbacca (e R2-D2 e Yoda, sempre presentes), todos dizem que votarão no wookiee.

Worf planeja se valer dessa situação, "correndo por fora", conseguindo mais votos aos poucos.

Sua última jogada política foi a ampliação de sua base aliada, conseguindo o apoio do PVF (Partido Verde Fluorescente).

Os líderes do PVF, Alien e Predador, parecem bastante animados com a oportunidade, e com a perspectiva de realmente passarem a ser mais expressivos na política da Cidade Maravilhosa.

O candidato klingon parece estar até mesmo buscando ajuda internacional. Há rumores de que tenha entrado em contato com a Cyberdyne, na Califórnia, subsidiária da Google Inc., de modo a conseguir suprimentos de próteses biônicas para implantes em indivíduos acidentados. Tais implantes poderiam permitir que inválidos voltassem a ser membros produtivos da sociedade, não só através das óbvias conotações econômicas, como também devido à recuperação da auto-estima do indivíduo, que poderá voltar novamente a trabalhar. E há também boatos de que o próprio Governador do Futuro tenha enviado como presente ao presidente Lula um dedo biônico, de modo a atestar a funcionalidade da tecnologia sendo importada.

Até o momento, Worf nega que qualquer tipo de acordo nesse sentido tenha sido firmado. "É claro que a saúde pública é importante, mas decisões desse calibre deveriam também levar em conta repasse de tecnologia para o país, e isso já estaria fora de minha alçada no momento.", disse o candidato, acrescentando: "Mas é claro que, como prefeito, daria todo o meu apoio ao governo federal para que algo assim fosse feito o mais rapidamente possível!".

Resta agora esperar para ver se estas novas medidas adotadas pelo klingon realmente provocarão resultados positivos em sua campanha.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Corajosamente se candidatando para um cargo que nenhum homem assumiu


Nesta noite o candidato Worf iniciou uma ofensiva se campanha para tentar se reerguer nas pesquisas de intenção de voto para prefeito. Além um uma nova campanha de marketing a sua equipe a anunciou o outro componente de sua chapa, o ex-capitão da Enterprise, James T. Kirk.

Worf se mostrou entusiasmado com a escolha de seu vice:
"Kirk é o homem que precisamos. Ele já explorou centenas de planetas e lutou em dezenas de conflitos contra Klingons, Romulanos e outras raças tão ou mais perigosas que o Comando Vermelho ou a ADA."

Perguntado se o seu colega teria um papel mais atuante caso fosse eleito, Worf respondeu:
"Sim. Ele deve assumir uma secretaria. Na verdade ele já está articulando para trazer vários de seus tripulantes para compor sua equipe executiva durante a campanha, incluindo Spock, Dr. McCoy e Sr. Chekov."


terça-feira, 18 de dezembro de 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Alterações na equipe de Chewbacca


O candidato wookiee assustou-se, nesta segunda-feira, após visualizar a última pesquisa sobre intenções de votos. Isto porque é realmente impressionante a popularidade do candidato Muad'dib, principalmente caso se considere sua entrada relativamente tardia na corrida pela prefeitura.

Encomendando pesquisas próprias, e após constatar que, não importando a opinião inicial das pessoas, após participarem de um comício de Muad'dib, 100% delas passa a apoiar o candidato de olhos (escleras) azuis, Chewbacca resolveu realizar mudanças em sua equipe, de modo a correr atrás do prejuízo.

As principais mudanças foram a contratação do dróide R2-D2 e do Mestre Jedi Yoda como assessores de imprensa.

Donos de incrível eloqüência, ambos aparentemente estão se mostrando capazes de reverter o quadro de queda de popularidade do candidato wookiee. R2-D2 se esquiva de críticas como se esquiva de blasters disparados por Storm Troopers, e Yoda, extremamente coerente e coeso na hora de expor seus argumentos, consegue convencer a todos!

"Votar em Chewbacca vocês devem! Hummm..." Com esta frase e um simples gesto de mão de Yoda, não há eleitor que afirme que irá votar em outro candidato.

Devido ao sucesso obtido após o primeiro comício com a nova equipe, Chewbacca já iniciou alterações em sua agenda de modo a ter mais aparições públicas. "Estou certo de que os ensinamentos e a presença de Yoda me serão muito úteis, e R2 certamente me abrirá muitas portas!", exclamou, animado, o candidato.

Resta saber o que fará o candidato Worf, atualmente o último colocado nas pesquisas.

domingo, 16 de dezembro de 2007

EXTRA EXTRA: Dono de refinaria de Especiaria se candidata!!!


Levamos este furo de reportagem aos nossos leitores. Paul Muad'dib, dono do monopólio do Mélange, a droga também conhecida como Especiaria ou "cocaína do Osama", fala sobre as próximas eleições, a escalada da violência na cidade e sua visão de seus dois adversários. Tudo acompanhado de café misturado com especiaria e pudim de arroz de Caladan.

Jornal - Bom dia senhor Muad'dib, obrigado por nos conceder esta entrevista.

Muad'dib - Bom dia.

J - A cidade daqui a alguns dias vai eleger o próximo prefeito, e um dos temas mais recorrentes é a violência em torno do tráfico de drogas. Embora a especiaria seja legalizada você não teme ela seja proibida? Existem relatos de que ela é extremamente viciante, embora ela tenha efeitos medicinais.

M - Eu estou preparado. Eu sou aquele que enxerga muitos futuros. Eu sou aquele que olha para onde ninguém mais pode.

J - Quer dizer que o senhor não tem medo de que seus empreendimentos se tornem ilegais?

M - Eu não devo ter medo. Medo é o assassino da mente. Medo é a pequena morte que traz a obliteração total. Eu enfrentarei meu medo. Eu deixarei que passe por e sobre mim. E quando ele passar eu virarei meu olho interior para ver seu rastro. Aonde o medo tiver passado não haverá nada. Somente eu existirei.

J- Bem... e sobre os outros candidatos a prefeito? Chewbacca parece ter uma postura muito clara com relação à segurança pública. Ele pretende reaparelhar a polícia com sabres de luz e blasters.

M - Chewbacca não passa de uma besta que só sabe arrancar braços. Ele não tem idéia do que os meus soldados Fedaykin são capazes. Blasters são inúteis contra a total consciência do universo que eu e meu povo possuímos. Nós iremos varrer todos que nos opuserem.

J - E a proposta social do candidato Worf? Transporte barato para todos certamente parece uma das soluções para esta cidade.

M - Certamente é uma proposta mais inteligente mas infinitamente mais ingênua. De onde ele acha que irá tirar toda energia? Ele não aprendeu nada. Ele não viu do que o sagrado Mélange é capaz. Logo máquinas serão inúteis e o Mélange que somente eu controlo irá reger toda a sociedade.

J - Sim, mas como resolver o problema do nosso trânsito caótico?

M - Irei providenciar para que os vermes da areia transportem as pessoas. Fremens de 11 anos conseguem cavalgar um, certamente as pessoas conseguirão pegar um para ir ao trabalho.

J - O que o levou a ser candidato a prefeito?

M - Eu já vi tudo. Eu irei dominar todo este mundo. Por mais que eu tente fugir disto tudo o que eu vejo é o estandarte verde e negro tremulando. Tudo o que eu estou fazendo é dar uma chance das pessoas fazerem isto da maneira que elas julgam corretas.

J - Eu vi a sua programação ao longo do tempo e vi que você irá fazer um número elevado de comícios e apresentações em público. Você gosta do contato físico com a população?

M - Digamos que a minha voz funciona bem em público.

J - Qual a sua proposta para a segurança pública? Você mencionou tropas federais?

M - Não. Fedaykin. Eles são os melhores soldados do universo. Eles irão obliterar todos os que não cumprirem a lei.

J - E para a saúde?

M - Acesso ao mélange fará com que estes problemas se tornem obsoletos.

J - Para terminar, muitos estão te acusando de ser um fundamentalista fanático e que você pretende drogar toda a sociedade. O que você acha disso?

M - Eu os convido para uma conversa amistosa. Após ouvirem a minha voz certamente ele mudarão de idéia.


sábado, 15 de dezembro de 2007

Episódio (post das eleições) V - A Oposição Contra-Ataca


A oposição finalmente lançou seu candidato: Worf, do Partido Trekker.

Worf já iniciou sua campanha prometendo resolver a questão do trânsito no Rio de Janeiro, com um teletransportador em cada residência, eliminando assim, inclusive, a necessidade de transportes públicos!

Enquanto muitos apoiaram, vários outros reclamaram... Primeiramente, técnicos afirmaram que tal projeto seria inviável devido ao alto custo de implantação, sem falar no alto custo energético para se operar um teletransportador... Não só seria complicado para um cidadão de classe média (sem mencionar os de classes menos abastadas) ficar se teletransportando para lá e para cá o tempo todo devido ao valor da conta de luz que chegaria em sua casa ao final do mês, como a infraestrutura energética do país seria incapaz de comportar uma ocorrência maciça de teletransportes... Precisaríamos de outra Itaipu, no mínimo!

E é claro que os donos de empresas de ônibus protestaram também, afinal, iriam à falência! Tudo isso sem mencionar a questão do desemprego gerado pelo fim da necessidade dos transportes públicos, com trocadores, motoristas de ônibus, condutores de metrô e afins, todos desempregados...

Os condutores de vans piratas também se uniram às manifestações contrárias aos teletransportadores. "Nunca antes na história deste país" se viu algo assim: donos de empresas de ônibus, seus funcionários, e seus concorrentes ilegais, todos juntos, lutando por uma mesma causa.

Haveria também forte queda na demanda por carros de passeio, o que provocaria também o corte de funcionários das fábricas, gerando mais desemprego...

Outra declaração também controversa foi a intenção declarada do candidato de tornar obrigatório o ensino de klingon (linguagem variante do alemão) nas escolas do município.

O candidato Chewbacca já se manifestou, dizendo que tudo isso demonstra a clara incompetência administrativa de seu rival para o cargo de prefeito do Rio.

O assessor vulcano de Worf, Spok, já rebateu a declaração de Chewbacca, dizendo que toda esta reação contrária aos planos do klingon é ilógica: "Os humanos devem entender que os planos do candidato Worf vão muito além, chegando a um ponto onde inclusive se eliminaria a necessidade de moeda corrente; um futuro onde todos trabalhariam de bom grado pelo bem comum!".

Especialistas debatem a viabilidade de tais ideais, comparando-os com as já implementadas (e fracassadas) tentativas de governos comunistas ou socialistas na história humana. Os mais céticos (e sarcásticos), como o próprio candidato wookiee, chegam a traçar paralelos entre as idéias trekkers e o modo de vida da Vila dos Smurfs!

A corrida para a prefeitura está só começando! Eleitores, fiquem atentos!

E, parafraseando o mote do Partido Trekker: "Vida longa e próspera" ao futuro prefeito da Cidade Maravilhosa!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Opinião do candidato sobre o referendo das armas

Perguntado sobre o polêmico referendo que pode resultar na proibição da venda de sabres de luz Chewbacca é firme e incisivo.

"Qual a sua posição na questão do referendo?"

"Rrrrrrrrrrrrrrrgggggggghhhrrrrraaaaaauuuuurrrrrrrrgh!"

"Mas e a crescente violência de nossas cidades, especialmente a nossa?"

"Rrrgh. Raurrrrrrghrrrrrrrrrrrrrgh. Raurghrhrrrrhrrhaaaaurrrgh."

Agradecemos ao candidato pelas declarações esclarecedoras.

Crise nas Infinitas Terras


A CPMF (Contribuição Permanente ao Mensalão Federal) acabou?

Eu acordei em uma Terra paralela, só pode...

P.S.: Tomara que ninguém "soque as paredes da realidade" e, através de um retcon (retroactive continuity), desfaça isso...

O candidato fala

Chewbacca segue crescendo nas pesquisas, dizendo-se um verdadeiro revolucionário, disposto a arrancar o braço de quem for para fazer do Rio de Janeiro novamente uma Cidade Maravilhosa.

Cientistas políticos afirmam que tal crescimento deve-se ao fato de o wookiee ser considerado o herdeiro político do saudoso Macaco Tião. "Nota-se claramente a semelhança entre os dois, na maneira de se lidar com o público.", afirmou um destes cientistas cujo nome já esqueci.

Seguem algumas promessas e declarações retiradas de uma recente entrevista com o candidato, com relação a alguns aspectos-chave de sua possível futura administração:

Segurança: o porte de sabres de luz seria legalizado para defesa pessoal. Há ainda a controversa campanha para o uso de blasters por parte da PM, a ser negociada futuramente com o Governador. Segundo Chewbacca, seria a única forma de se enfrentar de maneira efetiva o alto poder de fogo dos traficantes cariocas: "combatendo fogo com laser!";

Saúde: tanques bacta serão disponibilizados em cada hospital pertencente à rede hospitalar do SUS;

Educação: as escolas públicas do município passarão a ministrar o uso da Força, inicialmente somente para o ensino médio, "mesmo que atualmente isso não seja cobrado no vestibular, mesmo sendo muito mais útil no dia a dia que Filosofia". Mais tarde, Chewbacca negou esta declaração, após arrancar o braço de um professor de Filosofia que participava de um protesto. Os demais manifestantes debandaram.

O mal entendido referente à declaração do candidato teria sido provocado por algum erro de tradução.

Ao ser perguntado sobre a CPMF, Chewbacca foi enfático: "Rrrrrrrrrgggghhhh!!!".

Também foram feitas perguntas relativas às associações políticas e pessoais do candidato wookiee.

Um escândalo famoso foi o caso "Han Solo", no qual o amigo pessoal de Chewbacca e capitão da Millenium Falcon teria assassinado a sangue frio um caçador de recompensas conhecido como Greedo. Toda a questão gira em torno da existência de duas filmagens, uma em que Solo atira primeiro, e outra em que ele atira após Greedo ter atirado nele, e errado o disparo. Muitos afirmam que a segunda filmagem foi "claramente adulterada digitalmente", mas nada foi provado. "Claro que Han atirou depois! Foi legítima defesa!", respondeu o candidato.

Há ainda outro escândalo ligado a Solo, mas de maneira indireta. Este, de fato, envolve a mulher do corelliano. Ela estaria tendo um caso com o wookiee, e a foto ao lado, tirada por um paparazzo, seria a prova. Chewbacca afirmou ser tudo um mal entendido. "Estou concorrendo a prefeito; não sou Senador, para ficar me comportando desse jeito!", brincou o wookiee.

Procurada pela redação, a Princesa Leia Organa negou ter sido convidada a posar nua para a Playboy.

Por fim, recentemente surgiu um outro escândalo, referente à suposta compra de um dossiê por parte da oposição. Neste dossiê, haveria provas de que, no passado, Chewbacca e Han Solo teriam sido contrabandistas espaciais. Teriam começado simplesmente voando por cima da Ponte da Amizade na Falcon, transportando produtos ilegalmente entre Brasil e Paraguai, e depois teriam começado a usar a tecnologia do hyper drive para ir e voltar da China num piscar de olhos. Os mais empolgados chegam a afirmar que 95% dos produtos da Uruguaiana teriam sido fornecidos por Solo em alguma época. O dinheiro usado para sua campanha a prefeito teria sido obtido através dessas atividades. Chewbacca, é claro, nega todas as acusações.

E, para aqueles que o consideram excessivamente violento e autoritário, sem preparo para exercer um cargo público, Chewbacca lembra que lutou ao lado dos Rebeldes contra o Imperador Palpatine, mostrando claramente ser politicamente engajado e forte entusiasta da Democracia.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Ano que vem tem eleição...

Por favor divulguem o mais novo candidato a prefeito:



Se eu fosse vocês eu votava nele. Vocês não querem ver um Wookie de mau humor.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Se você acha as pessoas na "night" estranhas...



Bem, depois de verem o vídeo vocês chegarão a esta mesma conclusão: cú de bêbado não tem dono.

domingo, 25 de novembro de 2007

Diário de Guerra (1)

Sexta-feira passada, fui ao Teatro Odisséia... Ambientes fechados, lotados de gente fumando (o que deixa o local, e pior, você, fedendo muito), tocando "música" extremamente alta (as aspas não se referem à qualidade da música, afinal, não posso criticá-la, pois o volume elevado não me permite compreender nada do que é tocado), não exercem muitos atrativos sobre a minha pessoa... Porém, por motivos de ordem cósmica, são os únicos locais em que encontro indivíduos do sexo feminino, o que me força a freqüentá-los...

Esta minha última incursão a tal tipo de ambiente gerou algumas novas indagações. Assim, resolvi começar a produzir relatórios a respeito, de modo a me ajudar a organizar minhas idéias, e quem sabe obter respostas de algum improvável leitor perdido que porventura apareça.

Uma consideração importante: tudo o que for relatado, é de um ponto de vista estritamente sóbrio; nada foi "alucinado", de nenhuma maneira...

Então, começando: a primeira coisa a chamar minha atenção no local foram duas mulheres que pareciam que estavam a ponto de "se pegar"... Uma era "mais ou menos", e a outra bonitinha...

Não fiquei por perto para ver o resultado... Erro meu, pois quando voltei, ambas tinham desaparecido. Não as vi mais, pelo resto da noite.

Resolvi, então, fazer um mapeamento dos indivíduos portadores do duplo X no local... Resultado: 4 morenas interessantes, apenas... E, ratificando: o mapeamento foi um processo "não etílico"; daí o baixo valor.

Seguiu-se, então, uma análise ligeiramente mais aprofundada das quatro, em ordem decrescente de qualidade observada.

1 - A mais interessante estava acompanhada... Assim sendo, próxima.

2 - Esta foi um caso curioso... Um indivíduo, trajando um daqueles chapéus franceses esquisitos (acho que se chama boina, mesmo), foi "chegando junto" da menina, imitando um "egípcio" dançando! Daquele jeito esquisito, com um braço para frente, e outro para trás! E, não satisfeito, começou a realizar outros "passos de dança" ainda mais estapafúrdios! Eu nem mesmo sei descrevê-los! Extremamente ridículo...

Ri bastante, e pensei: "Assim que ele for chutado, vou lá falar com a menina..."... Ha! Mas que tolice a minha... Qual não foi minha surpresa, quando vi a garota começar a "dançar" imitando o cara! E, findada a bizarra "dança do acasalamento", os dois partiram para a pegação propriamente dita...

Não entendi nada... Conferi algumas vezes se a lata que estava em minhas mãos era realmente de água tônica... Repensei todos os meus passos no local, para mais uma vez me garantir de que em momento algum eu havia largado a lata, por um segundo que fosse, de modo que algo pudesse ter sido adicionado ao conteúdo da latinha... E, então, convencido de que não estava com meu raciocínio afetado (excluindo o já grande prejuízo provocado pelo cheiro horrível e o barulho do local), dei de ombros e fui ver a terceira morena...

3 - Ela fumava. Menina fedorenta. Assim: próxima e última.

4 - Agora, outra situação estranha ocorria... Não sei porque, simplesmente ninguém, mas ninguém mesmo, ia falar com a garota! Quer dizer, as amigas dela falavam com ela, mas nenhum homem presente no estabelecimento se aproximava... Esperei, esperei, e nada... Tanto que chegou um ponto em que a menina se cansou, e foi até mesmo se sentar... Desistiu!

Alguma coisa estava errada... Mas eu não conseguia entender o que! Como o indivíduo menos adaptado ao ambiente, resolvi então seguir o conceito de "sabedoria das multidões", e imitar o comportamento dos nativos (nesse ponto), também não me aproximando da menina...

Ao final da noite, tal comportamento se mostrou sábio: vendo-a na luz, percebi que ela não cumpria os "requisitos mínimos necessários" para chamar minha atenção de "maneira animal", por assim dizer... O reflexo da luz nos cabelos, denunciando uma tosca "chapinha de um Real da Rosinha Garotinho", antes escondida pela escuridão, serve como exemplo da situação... Admito, porém, que a menina tinha olhos muito bonitos.

A dúvida, porém, continuou: eu não gostei do que vi (na luz), mas mesmo assim, ela era muito melhor do que as outras meninas presentes, com quem os demais indivíduos XY do local, devidamente alcoolizados, estavam se atracando... Assim sendo, por que diabos simplesmente nenhum homem foi falar com a garota a noite toda? O que será que eles viram, e fez com que eles se mantivessem longe, e eu não percebi? Que tipo de instinto/sentido/treinamento é necessário para que eu adquira tal percepção? E eu nem mesmo sei que percepção é essa... Afinal, o que havia de errado com a garota (tirando o que eu citei, que certamente seria irrelevante aos olhos dos "bebuns"), que eu fui incapaz de perceber?

Isso está me preocupando...

domingo, 18 de novembro de 2007

Quadrinhos e Cinema - Parte 3

Eu acabei de ler Watchmen. E isso me convenceu ainda mais de que um filme sobre Watchmen é algo muito complicado.
E o diretor Zack Snider disse que pretende filmar uma versão 100% fiel.
Eu acho isso impossível por um motivo muito simples: Watchmen é muito denso e possui recursos narrativos pouco ortodoxos se comparado com a maioria dos quadrinhos. Como Snider irá colocar o "Tales of the Black Freighter" no filme? E os textos exibidos em cada final de capítulo? Como ficará o diário de Rorschach?
E como colocar isso tudo em no máximo 2 ou 3 horas de filme? Vamos ter Watchmen volume 1 ao 12?
Snider ficou famoso por adaptar 300 fielmente, mas sejamos francos: 300 é um quadrinho de MOLEQUE perto de Watchmen.
É óbvio que haverá cortes. É óbvio que as roupas dos personagens não será a mesma. E na verdade eu acho que é isso mesmo que tem que ser feito. "Tales of the Black Freighter" é muito legal, mas sinceramente não é 100% fundamental para a história. Os textos exibidos no final de cada capítulo são muito legais mas funcionam muito bem como recursos escrito e duvido que teriam algum valor na tela. Quanto ao diário de Rorschach...eu diria que é algo fundamental.

Então qual é o meu medo?
Eu sei que o filme não pode (e não deve) ser 100% igual ao quadrinho. Mas o que eu temo é que o entendimento de Watchmen seja perdido. Existe uma mensagem no quadrinho, e diga-se de passagem ela em parte é obsoleta (derivada da guerra fria) e em parte é atual (o fato do homem foder a sociedade e o planeta). Como isso irá ser passado para a tela? Eu acho que esta mensagem será perdida, assim como alguns momentos importantes de 300 foram perdidos ou interpretados erroneamente (na minha opinião pelo menos).
Existem inúmeros momentos memoráveis de Watchmen que duvido que se tornem memoráveis no filme. O passado do Dr. Manhattan, a história do Comediante, a personalidade de Rorschach, a discussão entre Silk Spectre e o Dr. Manhattan e outros momentos tão brilhantes serão apenas interessantes.
Então quando Watchmen for exibido na tela, os críticos irão aplaudir ou vaiar algo que eles nem conseguirão entender. Aquela menina meio burra sentada no cinema vai exclamar: "Porra, mas a União Soviética nem existe mais!" ou "Peraí, mas não eram os EUA que tavam em guerra com o Afeganistão? E o Bin Laden???"
Existe um fato inexorável nisso tudo: Watchmen é uma história em quadrinhos de valor literário muito grande para ser comparado com a maioria das outras histórias.
Watchmen é para homens e não para garotos.
E é por isso que eu tenho medo de um filme de Watchmen.
Eu tenho medo que a história se reduza a filme para garotos.
Nada mais a declarar.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Quadrinhos e Cinema - Parte 2


Embora não possamos categorizar claramente os recentes filmes de quadrinhos como sendo de primeira ou segunda geração, não é difícil perceber as diferenças entre estes dois tipos. Os primeiros filmes tinham um caráter experimental. A espectativa em cima das bilheterias eram modestas. Seqüencias eram um assunto para ser discutido após os números da arrecadação. Os filmes de segunda geração são verdadeiras máquinas de franquias. O segundo filme é feito para mirar o terceiro. Se o personagem está seu primeiro filme, já estão pensando no segundo.
É fácil ver isso. Até mesmo o quarteto fantástico teve uma seqüencia com um tempo de intervalo ridículo (e roteiros mais ridículos ainda), e o Surfista Preateado, um coadjuvante do segundo filme ,já tem sido cotado para um filme solo.
Além das óbvias franquias da Marvel e da DC, os executivos começaram a prestar atenção em títulos menos convencionais. Hellboy (2004) e Sin City (2005) chamaram a atenção de vários executivos e todos começaram a caçar títulos alternativos para serem adaptados. E rapidamente um projeto foi executado: 300, de Frank Miller.
Agora preparem as pedras para serem arremessadas pois muitos não irão gostar do que eu vou falar (ninguém lê isso aqui mesmo, então não preciso me preocupar).
300 é o principal motivo de eu ter medo da adaptação de Watchmen.
Em 300 Zack Snider conseguiu fazer uma adaptação considerada ainda mais fiel para as telas do que Sin City. O filme teve um orçamento um pouco maior, embora tivesse uma publicidade bem mais rica, e arrecadou bem mais do que a aventura urbana noir.
Mas por incrível que pareça eu acho 300 meio ridículo até.
O primeiro motivo é meio injusto. Eu acho Sin City uma história MUITO melhor do que 300.
300 é uma história heróica, mas não tem a maior inteligência do mundo. As melhores tiradas não são nada super criativas e algumas das melhores falas foram retiradas de antigas crônicas gregas. A história tem um final previsível e ultra janjão.
Agora vem a tal da fidelidade. Olha eu não olhei o DVD com 500 extras, mas a versão do cinema me deixou meio puto. Primeiro a rainha Gorgo aparece muito mais do nos quadrinhos. No papel ela mal aparece e tem apenas uma função narrativa de mostrar a cultura espartana. No filme ela protagoniza duas cenas de sexo desnecessárias (exceto pelos punheteiros de plantão) e tem uma importância política INEXISTENTE NOS QUADRINHOS. A na minha opinião uma das passagens mais importantes do quadrinho foi cortada. Se vocês lerem, procurem pelas cenas do soldado Stelios e vocês entenderão. Talvez seja um delírio meu, mas para mim era uma cena que duraria no máximo 40 segundos e foi cortada. Nem sei se foi filmada. Falar do rei Xerxes então, puta que pariu. Bagulho ridículo aquilo. O rei Leônidas pra mim ficou ridículo, o tempo inteiro gritando e mostrando os dentes, parecia um débil mental, longe da figura que eu tinha em mente.
As cenas de combate como era de se esperar dominam o filme de uma maneira que não é feita no quadrinho. E tudo foi filmado em fundo verde. Isso realmente transportou o filme para o quadrinho e é um mérito. Até o sangue parece pintado por Lynn Varley. Mas nessa hora é que eu enxergo as limitações do filme. O cara copiou TUDO. Absolutamente TUDO. E este para mim é o maior defeito de 300. Trasnportar fielmente um quadrinho para o filme é conseguir materializar o universo na película, não transportar o quadrinho integralmente.
Apesar de minhas críticas eu reconheço uma coisa: 300 não poderia ser filmado de outro jeito. Zack Snider optou por ser MUITO fiel VISUALMENTE, e adicionar elementos pertinentes para a arrecadação, tudo com aprovação pessoal do Sr. Miller, o que para os fanboys é a obrigação eterna de dar a bunda pro filme.
No terceiro "artigo" vou tentar explicar os meus temores ao filme de Watchmen.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Quadrinhos e Cinema - Parte 1

Hoje eu recebi finalmente a minha última aquisição na minha bilbioteca de quadrinhos: Absolute Watchmen
Ao folear as páginas logo me veio à cabeça que estão fazendo um filme pra valer baseado na obra máxima dos quadrinhos. E isso me deu um pouco de medo.
Alan Moore (o autor de Watchmen) nunca mais irá colaborar com adaptações de suas obras pois ele cansou de mudarem tudo. Dave Gibbons (o desenhista) pouco poderá fazer além de opinar no visual do filme. Tudo fica na mão de Zack Snider (diretor do futuro filme, dirigiu o aclamado 300) e de sua equipe. E isso me dá medo.
Para explicar tudo isso eu proponho a revisitarmos o início da onda de filmes baseados em quadrinhos. O que funcionou, o que não funcionou. E vou tentar delirar sobre o porque disso.
A nova onde de filmes de quadrinho explodiu depois do primeiro filme dos X-men. Isso é o que a maioria pensa. Na verdade tudo começou com Blade. Sim, o meio vampiro interpretado pro Wesley Snipes. O filme custou muito pouco mas rendeu bem. Era pouco pretencioso, era pura diversão pipoca e o personagem era um quase desconhecido da maioria das pessoas. Então os roteiristas podiam mudar muita coisa sem prejuízo para a Marvel (detentora do personagem). Deu certo. A Marvel que não andava super bem das pernas na época viu o potencial disso e resolveu arriscar mais ao licenciar X-men, o seu quadrinho de maior venda até hoje.
Com Blade a Marvel aprendeu lições valiosas:
1-O filme tem que vender.
2-Mude o que for necessário pra vender.
3- Nada de roupas ridículas.
Eles entregaram X-men para Brian Singer. E ele correspondeu bem. Um orçamento relativamente baixo (U$60 milhões), muitos atores desconhecidos (só Patrick Stuwart e Ian Mckellen eram realmente um atores renomados) e efeitos especiais no limite do orçamento fizeram um sucesso estrondoso. Estava aberto o caminho para todo o tipo de filme de quadrinhos.
Eu nem vou entrar no mérito do filme ser bom. Eu achei legal, e certamente naquela altura do campeonato era o melhor filme de quadrinho que eu havia visto. Ele tentou mostrar os personagens mais parecidos o possível dos quadrinhos sem deixá-los idiotas na tela.
Depois veio uma avalanche, mas o maior sucesso foi Homem Aranha. Vários outros vieram tentando repetir o sucesso, mas como sempre veio um mar de medíocridade.
Vamos começar a tentar ver os erros.
Demolidor: eu lembro que gostei desse filme, mas depois de ver algumas vezes foi fácil ver as coisas ruims. Cenas românticas desnecessárias, edição claramente feita pelos executivos do estúdio e não pelo diretor e um ator principal ruim (Ben Afleck).
Hulk: outro filme que eu havia gostado na época mas reconheço seus defeitos. Ang Lee dirigiu e tentou fazer o Hulk de Ang Lee quando devia ter feito somente o Hulk.
Esses dois filmes ensinaram coisas valiosas:
1- Quem deve fazer o filme deve entender um pouco de quadrinhos. Executivos de estúdio querem saber de dinheiro e só.
2- O diretor deve se ater a fazer o quadrinho transparecer na tela. O diretor não pode ser maior que o filme.
3- Caralho, usem atores bons, não escolham só pelo nome.

Vários filmes vieram e foram, uns mais ou menos e maioria medíocre. Alguém quer comentar A Liga Extraordinária??? O que dizer de Quarteto Fantástico??? Nem me fale de X-men 2 (vendeu bem mas é uma merda).
Os estúdios começaram a ficar com o pé atrás. Somente o Homem Aranha e os X-men eram a prova de falha. Os outros heróis não teriam seqüencias lucrativas. Então meus caros, veio a luz. E para ser mais exato ela veio em preto e branco. E vermelho.
Sin City, de Frank Miller.
Eu sou suspeito para falar. Mas Sin City abriu os olhos de muita gente. Os filme custara U$69 milhões, mas tinha no mínimo uma dezena de atores muito caros, efeitos especiais a rodo, uma fotografia absurda e uma história violenta e insana. E tudo foi filmado em fundo verde, somente dois cenários haviam sido construídos. O responsável por isso era Robert Rodriguez. Com sua câmera digital, boa vontade e o seu jeito "vamos trabalhar ganhando pouco mas fazendo algo legal" ele inovou e muito. Convenceu vários atores a atuar por uma fração de seus cachês pelo simples prazer de passar um quadrinho EXATAMENTE como ele é para a tela. E deu certo.
O filme vendeu bem, faturou muito mais do que custou e elevou Frank Miller a um patamar que ele nunca havia sonhado. Hoje ele vai DIRIGIR The Spirit (outro filme que me dá medo).
Mas por que esse filme deu certo? Por que esse é bom e os outros não?
Existe uma razão para isso. Rodriguez quis fazer o Sin City de Frank Miller e não o seu Sin City. E quando a matéria prima é boa, em geral o resultado é bom. A maioria dos filmes de quadrinhos deveriam pegar o melhor de cada personagem, lapidar o suficiente para caber numa realidade plausível e deixar uma boa trama fluir. Em suma, respeitar a essência dos personagens.
Hulk é o grande exemplo disso. Ang Lee tentou mostrar o conflito mental de Bruce Banner, mas se ele fosse um bom leitor de Hulk ele veria que as melhores histórias eram as que mais tinham alívio cômico. O Hulk em si não é muito profundo. Ele tem uma lógica quase infantil e é isso que o torna interessante. Hulk esmaga. E é por isso que gostamos dele. Mas Ang Lee gosta de filmes cabecinha. Ele gosta de BrokenAss Mountain. Ele acha que o Hulk dá um bom artigo de psicanálise. Ele esqueceu que Hulk esmaga.
No próximo "artigo" vou discutir a segunda geração de filmes de heróis. E novamente existem erros e acertos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Tecnologia por um Mundo Melhor


Recebi a figura que ilustra esse post por e-mail...

A pergunta é: onde compro um desses?

Na verdade, na verdade, há outras dúvidas com relação ao produto... Por exemplo: funciona com qualquer modelo de mulher? Serve para operar quantas mulheres ao mesmo tempo? Uma só, todas, ou há algum limite? Mas tudo bem, qualquer coisa, é só comprar mais de um controle...

Existem outros tipos, mais avançados, com funções extras? Eu consigo imaginar várias não contempladas pelo modelo da foto... Hehehe...


Algumas das funções essenciais que esse controle deixou de lado se referem, por exemplo, aos gastos com cartões de crédito (comprando coisas inúteis), o fast forward na hora de a mulher se arrumar, e alguma coisa para auxiliar a fêmea na condução do veículo... Hahahahaha...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Aula de Literatura pra que?

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é ler. Eu me lembro que nas escola éramos obrigados
a ler livros chatos para nos incentivar o hábito da leitura. Sabe isso é muito engraçado porque esse tempo todo todos esses livros chatos só me fizeram não gostar de ler por muito tempo. De vez em quando um livro interessante era proposto. Muito de vez em quando. E quanto mais progredíamos na escola mais enfadonhos os livros iam ficando e por acaso a maioria era de autores nacionais. Podem me chamar de preconceituoso (como se alguém lesse isso aqui). Mas o fato é que eu queria ler bons livros e os professores insistiam com os CLÁSSICOS. Me lembro que o meu primeiro livro de Machado de Assis (Helena, um livro da fase romântica do autor) foi uma leitura horrível. Ainda considero aquilo um disperdício de papel. Pra quê alguém perdeu tempo escrevendo aquilo? Como alguém em sã consciência acha que um moleque de 12 ou 13 anos vai conseguir absorver um livro desses? Um moleque dessa idade não vai ter paciência pra escutar uma música de mais de 4 minutos quanto mais um livro escroto de 300 páginas.
E aí vieram as aulas de literatura. Aquilo na minha opinião era a MAIOR ABERRAÇÃO DE TODOS OS TEMPOS. Primeiro que eles se propunham a tentar te explicar a cabeça dos autores. Eles rotulam os autores como se fossem parte de um movimento específico e juntam tudo num grande saco de gatos dizendo que aquele grupo de autores pensavam de uma certa maneira. Se eu fosse um desses autores eu mandaria todos esses professores à merda.
Mas a porcaria não para por aí. Eles te obrigam a ler um desses livros e ainda dão uma prova aonde você tem que concordar com o que o PROFESSOR PENSA. Porra, já era meio idiota você dizer que um cara que morreu faz uns 200 anos pensava de um jeito e ainda os desgraçados pediam pra você escrever na prova o que ele queria.
Aí depois disso tudo vem a CENSURA. Porque você não pode propor outros livros. E você não pode ser honesto quando aos livros que você leu. Eu lembro que numa dessas aulas a professora estava muito chateada com a turma. A turma inteira não havia terminado de ler o livro. O GUARANI. Caralho, que livro chato da porra. Ela estava puta da vida e com razão. Ninguém havia lido e aquela era a última aula antes da prova. Era pra ser uma aula para tirar dúvidas. Só um aluno tinha lido 3/4 do livro. Eu havia lido metade. Aí eu fiz a burrice de ser honesto. "Professora a senhora me perdoe mas esse livro é muito chato." Tá certo, realmente eu não falei a coisa da melhor maneira possível. Eu podia ter dito: "Professora, eu sei que a minha opinião não deveria interferir com o meu dever, mas o livro é deveras enfadonho." O fato é que a professora ficou bolada. Arrisco dizer que ficou MAGOADA. A turma caiu em cima de mim indignada. Um bando de hipócritas, porque se tivessem gostado do livro teriam lido. Todos tinham a mesma opinião que eu. Mas falar a verdade sempre é um negócio incoveniente.Caros trovadores, naquela hora eu não percebi mas eu queria ter dado uma mensagem pra professora. Uma mensagem do tipo: "Se você quer que seus alunos se interessem por livros, dê um livro interessante PORRA."
Existe muita coisa interessante na literatura. E a Academia Brasileira de Letras que me perdoe, a maioria dela aconteceu ou acontece FORA DO BRASIL. Nem vou entrar no mérito de autores que eu gosto atualmente. Eu falo de coisas clássicas. Eu me lembro como a professora de literatura falava com louvor sobre a cena da em que a cachorra Baleia morria (Vidas Secas). Era uma pintura literária. Pois eu digo que aquilo era lixo perto da morte de Ofélia em Hamlet. Na opinião da professora tínhamos que ler os 3054838220 livros sobre a fome no nordeste. Os 5949320020304 livros de Jorge Amado em que todos eles tem uma cena de sacanagem. E sempre a porra do Machado de Assis. E nem me fale do viado do José de Alencar (eu tive que ler dois livros dele e foi o suficiente pra eu saber que aquilo não vale nem como papel higiênico).
Nunca nos ofereceram um livro de Edgar Alan Poe. Nada de Shakespeare. Nada de Hemingway. Pra que nos falar de pensadores como Nietzsche? Fora todos os outros milhares de autores estrangeiros que eu nem sei o nome e eu sei que são excelentes. É pedir demais? Eu não estoupedindo Paulo Coelho, ou J.K. Rowling ou Tolkien. Só estou pedindo os clássicos. Clássicos, realmente clássicos. Livros que os autores brasileiros leram (tá bom, Machado de Assis não leu Hemingway mas podia ter lido se estivesse vivo). Pros professores só existe o Camões como pai da literatura brasileira. Pra mim esse cara escreveu um livro muito grande, o que só prova que ele teve muita paciência (e provavelmente enrolou muito). Pois eu digo que Machado de Assis provavelmente deve ter lido Shakespeare algum dia. Olha eu podia até na época de colégio ter achado Hamlet ou Othelo um saco mas certamente eu diria depois que não tem como negar a importância dessas obras. Caralho, meio mundo leu ou foi influênciado por ele.
O fato é que para os estudiosos de literatura no Brasil existem certos dogmas. Existe um complexo de inferioridade enorme então surge uma necessidade muito grande de se valorizar a cultura nacional. Então nos programas de vestibular os livros citados são quase 100% brasileiros ou portugueses. E isso gera uma reação em cadeia nas escolas. Isso só revela uma verdade. Nunca houve um autor brasileiro relevante no cenário mundial. O autor brasileiro mais bem sucedido no mundo é o picareta do Paulo Coelho. Machado de Assis, fundador da ABL é um mero desconhecido, sendo familar somente aos acadêmicos. Então existe um esforço para fazer com que os brasileiros leiam o Brasil e até hoje o Brasil é um país que lê muito pouco e menos ainda os autores brasileiros.
Daqui a alguns dias, basta passar numa livraria pra ver que todos vão fazer fila pra comprar um livro. Um livro britânico. E os fãs do Haroldo Oleiro que me perdoem, está longe de ser um livro realmente bom.

PS: Pra quem ficou chateado com os meus comentários sobre Haroldo Oleiro vejam esse link e testemunhem a picaretagem da autora.

sábado, 27 de outubro de 2007

Momento piada Nerd


Piada CLÁSSICA:

"O Super Homem está muito tempo sem transar e começa a voar atrás de alguma mulher.
Do nada ele vê a Mulher Maravilha pelada e de pernas abertas.
-Nossa! Se eu usar a minha super velocidade eu consigo comer a Mulher Maravilha!
O Super Homem vai e volta dizendo:
-SIM!! Consegui!!!!
A Mulher Maravilha assustada pergunta:
-NOSSA! O que foi isso???
O HOMEM INVISÍVEL responde:
-Eu não sei não. Mas doeu pacas."


PS: A ilustração é de Adam Hugues. Visitem o site dele: http://www.justsayah.com/

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

"Uga!" ou "Do que as mulheres gostam?"

Se fosse eu a escrever, choveriam críticas e reclamações (como se alguém lesse isso aqui)...

Portanto, vou só copiar alguns textos e afins do e sobre Nelson Rodrigues (na verdade, só dois)...

Assim sendo, ninguém critica; todo mundo aplaude e concorda.

Acho que o texto abaixo é de alguma biografia sobre ele...

"Um dia, na rua Agostinho Menezes, onde então Nelson morava, um marido banana que era chutado como um cão pela esposa e ainda a bajulava, cansou-se do tratamento que vinha recebendo e, no meio da rua, deu uma sova de cinto na cara-metade. É claro que a vizinhança correu para ver o fato, sendo que as mulheres gritavam: "Bate mais, bate mais". O marido bateu até se cansar, parou, e então o inesperado aconteceu: a mulher atirou-se aos seus pés, aos beijos. E, desde aquele dia, passou a desfilar com o ex-banana, de braço dado e nariz empinado, toda orgulhosa. Ao ouvir os comentários das vizinhas que tinham apoiado maciçamente a surra, Nelson concluiu: "Toda mulher gosta de apanhar"."

O texto abaixo, foi o próprio que disse (ou escreveu, sei lá)...


"A mulher tem diluído em seu sangue milênios de submissão, e quando o homem não a domina, ela passa a desprezá-lo.
Não entro na minúcia de dizer em que lugar a mulher deve apanhar, mas sei que ela sente a nostalgia do homem das cavernas. Ai do homem que, no momento certo, não reage como um Brucutu.
Acho que o fato de eu nunca ter batido em mulher e tratá-las bem explica meus sucessivos fracassos amorosos.
Para bater na mulher não é preciso ser casado, o homem pode ser namorado, noivo ou amante. O jogo amoroso exige na hora certa a violência masculina."

Tal sabedoria também poderia ser buscada em certas obras de Robert E. Howard: em se tratando de lidar com o sexo frágil, nada mais sábio do que se perguntar "o que Conan, o bárbaro, faria se estivesse em meu lugar?", e então agir de acordo com a lógica do Cimério!

E viva a Era Hiboriana!

Por Crom!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Nerd Love

Esse é um daqueles testes idiotas de internet do tipo "quem é você na série do Lost", só que um pouco mais criativo.
Responda a um monte de perguntas e veja qual a Heroína (para os garotos) ou Herói (para as garotas) você deveria namorar.

Esse aqui foi o meu resultado:


Eu nem sei quem é a tal da Black Canary e essa Aurora. A Psylocke eu lembro que o Jim Lee dava um jeito de desenhar ela sendo 2/3 de pernas e bunda.
Convido aos nossos 3 ou 4 leitores a fazerem o teste também.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Sinta o sangue fluir para os seus músculos e ouça os ossos quebrando.

Talvez o nome deste post seja dramático demais mas reflete algo que eu pensei quando eu tinha 12 anos. Essa pode ser uma época muito boa para qualquer garoto mas para mim foi uma época não muito boa. Eu não posso reclamar da minha vida em nenhum ponto (casa, comida, roupa lavada) mas entre meus 11 e 14 anos eu lembro que pelo menos um quarto do meu dia era ruim. Porra, num dia em que um terço passo dormindo e 1 quarto é uma merda, sobra pouco tempo de coisa boa.
Como alguns podem já ter adivinhado esse um quarto do dia era na escola.
Mas o caro leitor pode perguntar:
"Oh trovador, que horrores tu sofreste na época de colégio?"
Bem, olhando hoje não foi exatamente um horror mas certamente feriu o meu ego na época. Uma escola pode ser um ambiente muito cruel. Você fica reunido com umas 30 outras pessoas e a maioria delas não gosta de você e se você tiver sorte fingem que gostam de você. Se você achar algumas que gostem você tem sorte (felizmente posso dizer que tive sorte, mas bem mais tarde). Nessa época eu fui bem azarado. Bem o desastre era que eu era ZOADO. Porra, isso é mais do que o normal, mas eu como sempre era um rapaz muito ingênuo. Eu pensava, porque??? O que eu fiz pra esse idiota ficar mexendo comigo? É tão difícil me deixar quieto no lugar?
Eu certamente era muito fechado (tenho dificuldades com isso até hoje) mas naquela época esse tipo de coisa me fez ser mais fechado do que o normal. Por anos eu não me expressaria, portanto não escrevi nada, nem aprendi a tocar nenhum instrumento muito menos desenhei (um pouco na carteira do colégio) ou aprendi alguma arte marcial. Eu acumulei muita coisa. E a maioria era raiva. Quando eu era muito mais moleque, com uns 6 anos os meus colegas me batiam (nunca muito) e eu nunca reagia. Sempre me pareceu MUITO estúpido reagir, porque isso não faria bem pra ninguém. Eu nunca realmente me machuquei então creio que por isso não tentei bater de volta em ninguém. Mas logo esse tipo de atitute não surtiria efeito algum. Mas sabe, agressão física realmente pode machucar mas não existe nada pior do que uma alma agredida. Com os meus 11 anos eu tive um período letivo um pouco infeliz. Eu passei nas matérias da quinta série com os pés nas costas mas todo os dias eram ruins porque tinha alguém para descontar suas frustrações em mim. Fora as pessoas que achavam que eu era um CDF só porque eu sabia SOMAR e SUBTRAIR enquanto a maioria das pessoas nem sabia soletrar seu próprio nome.
E pra melhorar eu estudava num colégio de burquesinhos de merda aonde se você não tivesse as melhores coisas algumas vezes você era tratado como merda. Resumindo: eu era o nerd (sim sou até hoje) que era um bom alvo de zoações.
Isso me frustava muito porque na minha pobre cabecinha eu acreditava muito numa lei de ação e reação. Ou seja se eu ficasse na minha eu ia passar o dia tranquilo numa boa. Mas isso não aconteceu. Por muito tempo ir na aula era uma grande merda. Mas como eu falei, eu sempre fui fechado. Então caros eu sempre era uma bomba relógio ambulante. Eu tinha válvulas de escape, como destroçar meus dedos no video game, mas nenhuma dessas válvulas realmente liberava uma coisa que eu sei que é ruim pra alma: raiva. Como eu disse eu não contava pra ninguém, nem escrevia (porque eu sabia que a minha mãe fuçava minha coisas) nem nada.
Isso leva ao nome do tópico. Muitas vezes me vi pensando no que fazer para esse tipo de suplício passar. Eu me imaginei afundando a ponta do compasso nas costas das pessoas, levar estiletes e todo o tipo de coisa idiota (MAS TODAS PERFEITAMENTE VIÁVEIS) que poderia machucar e idiota como eu era até MATAR.
"Trovador, então tu tinhas extintos ASSASSINOS?"
Bem, posso dizer que não. Porque bem ou mal eu NUNCA fiz uma merda dessas.
Creio que a minha experiência mais traumática tenha sido na sexta série. Eu era zoado como sempre, mas nada que me matasse. Mas um dia a zoação veio de uma maneira que me fez ser uma pessoa muito pior. Uma menina. Caralho, a dita cuja era uma vagabunda (e ainda era prima do cara que mais me irritava na quinta série, o que prova que a idiotice é passada pelos genes) que inventou de caçoar com uma coisa que nem eu conhecia direito. Meus sentimentos. Pode parecer uma papo boiola (é meio idiota mesmo, fazer o que) mas ela ficava claramente me zoando falando que me amava e que queria ser minha namorada. Bem, primeiro, a minha auto estima já era meio baixa então mesmo que ela estivesse falando a verdade eu DUVIDARIA (muito anos depois eu descobri que tinha uma menina na quarta série primária que gostava de mim mas eu simplesmente duvidava da idéia de que alguém poderia gostar de mim), e ainda ela falava de uma maneira que claramente era uma mentira. Mas ela e as amigas gostavam de ver a minha reação desconcertada. Aquilo me frustava de uma maneira horrível. Pela primeira vez fiquei com notas abaixo da média (o que fez a minha mãe me dar um esporro homérico por causa de meio ponto e prontamente mandei ela se catar). Tudo aquilo me fez sentir muito mal. E nessa época eu creio que eu tive o meu primeiro pensamento MUITO mórbido. Mais de uma vez eu me imaginei enforcando a dita cuja. Mas não era um enforcamento comum. Era um enforcamento bem feito. Eu imaginava sentir o pulso cardíaco dela nas minhas mãos, os meus polegares afundando na traquéia, e finalmente os olhos dela revirando. Talvez alguns clamores de piedade mas em geral, o processo era LENTO e SOFRIDO. Quando eu pensava nisso meus músculos dos braços ficavam retesados até o ponto de doerem e frequentemente eu mordia meus próprios lábios até sair sangue (o gosto do ferro do sangue me acalmava. Sim é bizarro.). Mas logo depois eu me sentia muito mal. Quando eu sinto raiva eu sinto um mal estar no abdômen, e é como se eu estivesse me corroendo. A respiração fica pesada e eu me sinto como se tivesse corrido uns 10 kilômetros sem parar e eu estivesse prestes a cuspir o meu pulmão. É uma das coisas que EU MAIS ODEIO SENTIR. Então caros isso gerava um péssimo círculo vicioso. Eu ficava com raiva da piranha, eu imaginava um assassinato básico, ficava mais puto por ter ficado com raiva, etc... O fato é que eu era uma pilha de nervos e eu fingia muito bem que eu era um cara CENTRADO. Mas a verdade é que eu tava mais pra aluno do Jack Estripador.
"Oh caro amigo, você não estava exagerando um pouco?"
Olhando hoje eu talvez estivesse, mas pensa um pouco. Você acorda de manhã e você JÁ SABE que o seu dia vai ser uma merda. Você é PUNIDO por ter inteligência (lógico, na cabeça dos moleques eu precisava passar 100 anos estudando pra tirar um 10 na prova) e ainda tem que aguentar alguém te pisando por causa disso. Mas com aquela garota isso tinha passado desses limites. Porra ela resolveu detonar com a minha auto estima. E de certa forma ela conseguiu. Eu nunca falaria direito com uma garota até os meus 16, 17 anos, sorte a minha eu nunca ter me apaixonado ou algo assim nessa época, do contrário eu provavelmente vomitaria perto da garota. Na época o meu sonho era matar alguém e pintar em sangue na parede pra ninguém repetir esse tipo de coisa comigo.

O que mais me choca é como os professores ignoram esse tipo de coisa. Na minha escola nós tinhamos coordenadores e professores de orientação educacional. Porra, eu queria um emprego desses, porque até hoje eu não entendo o que eles fazem. Será que é tão difícil entender o que aquele garoto está dizendo quando ele diz: "Caro coordenador, fulano me enche o saco. Me muda de lugar." Aí o coordenador diz que você tem que se acostumar.
Eu queria que o coordenador se acostumasse com uma piroca cheia de areia no cú dele.
O que o garoto diz é: "Senhor coordenador, eu quero deixar esse fulano paraplégico, muda de lugar pra ele não precisar de uma cadeira de rodas."
Tá bom, eu tou exagerando, mas no fundo no fundo ele tá dizendo:
"Coordenador, eu não gosto de sentir raiva. Hoje eu tenho raiva do fulano."

Eu até entendo o fato do Coordenador não poder atender a todos os pedidos. Mas certas coisas não deviam ser passadas em branco. Nós tínhamos aulas sobre drogas, sobre sexo, sobre construtivismo mas nenhuma das aulas falou sobre o que realmente acontecia nas salas. Ir na coordenação reclamar era um convite a ser marcado.
Olha só a situação:
1-Aluno reclama.
2-Coordenador chama pais dos alunos.
3-O seu colega sabe que você reclamou.
4-O idiota do coordenador não pode fazer nada porque ele precisa da mensalidade daquele aluno
5-Você é MAIS ZOADO.

Lógico, você pode ter este questionamento:
"Caralho amigo, você é muito intolerante. Aquele cara que te zoa deve ter problemas em casa."

DIGO-TE QUE NÃO!!!

Como eu disse eu estudava num colégio de riquinhos de merda. Nenhum deles era pobre. E posso afirmar que a grande maioria das pessoas que eu sabia que tinha algum problema (pais separados ou que não tinham um bom relacionamento em casa) eram as pessoas que MAIS FICAVAM QUIETAS.

"Ó DEUS!!! Por que essas pessoas terríveis fazem esse tipo de coisa? "
Porque falta uma coisa simples: disciplina.

Felizmente no Brasil o Bullying não é muito forte. MAS EXISTE. Pra quem não sabe, Bullying é aquela merda que nós vemos em filmes americanos aonde o cara forte da oitava série enfia a porrada no moleque da quinta e as escolas NUNCA FAZEM NADA pelo moleque da quinta.
RESULTADO: COLUMBINE.
Quando Columbine aconteceu aquilo não me surpreendeu nem um pouco. Na verdade eu me questionava se aquilo não devia acontecer todos os dias. Apesar disso eu achei aquilo BEM IMBECIL. Logicamente os moleques era uns perturbados e moravam num país que vendia balas mais baratas que comida. Eu estava puto, mas eu ainda era equilibrado e ninguém em casa tinha armas.

De qualquer maneira eu não posso me classificar como uma vítima de bullying. Talvez vítima das circunstâncias, mas certamente uma vítima. No fundo eu sabia que eu não podia reagir. Por que comigo algumas coisas funcionam um pouco no oito ou oitenta. Se for pra ficar com raiva eu fico mesmo. É pra rugir e cuspir sangue. Não é só pra levantar a voz. Então se eu realmente reagisse provavelmente eu quebraria um braço ou uma perna. E aí eu seria punido. Seria suspenso. Tomaria esporro em casa. Mas de quem é a culpa? É lógico que é do viadinho que teria me irritado por meses. Cara, pensa só, MESES de irritação. Eu quebraria o braço dele um dia só. Na minha opinião é barato até. Eu deveria quebrar um membro desse idiota todas as semanas.

Depois da sexta série, eu tive mais alguns anos de zoação. A sétima série foi ruim também pois nela eu aprendi definitivamente o que é ser excluído e na oitava eu escutei muitas palavras singelas de como eu era um idiota ou um bolha ou um nerd. Depois disso eu comecei a extravazar a minha agressão. Eu mandava as pessoas à merda mesmo. Um dia até jurei a um idiota que eu teria certeza de que a alma dele arderia no fogo do inferno (uma professora ficou chocada com a frase, mas dois minutos depois já tinha esquecido) . Isso ajudou (um pouco). Depois disso as coisas ficaram mais normais, afinal lá pelo segundo e terceiro anos as pessoas tem mais com o que se preocupar. Embora sempre houvesse uma pessoa pra vomitar palavras em você.

O resumo disso tudo é que por causa disso eu não virei um criminoso ou algo assim, estou satisfeito com a minha vida, mas certamente isso me modelou como pessoa. Eu sou extremamente fechado até hoje, tenho problemas pra controlar a raiva e de uns anos pra cá tive alguns ataques de ansiedade. Por causa disso meus escritores favoritos são Frank Miller e Neil Gaiman (algo de bom tinha que sair) e eu escrevo histórias violentas.
Outro resultado é que no final do meu terceiro ano aproximadamente um quinto da turma era composta de pessoas que eu classificaria como BANDIDOS/VÂNDALOS. Eu estudei num colégio que já havia expulsado um aluno homem por ter cabelos longos mas hoje não suspende nem por depredação do patrimônio.

Bem agora seguem alguns recados.

Parar pequenos nerds que são zoados:
1-Não sinta raiva. As pessoas que te zoam são UNS MERDAS. Eles não merecem a sua atenção.
2-A verdade dói. Se te zoarem porque você tira 10, fale a VERDADE: "Você é burro. Eu não."
3-Se você quer enfiar a porrada em alguém, não tenha medo de APRENDER a fazer isso. Seu queixo não é de vidro. Sinta o sangue fluir para os seus músculos. Só não saia quebrando todo mundo sem motivo. Você nunca começa uma briga. Você só termina.
4-Não zoe sem motivo. Senão você é tão merda quanto aquele que te zoa.

Para os professores:
1-Se você nota que tem algum aluno sendo muito zoado você não dá aquela parada na aula e explica que as pessoas são diferentes. Você explica o que aconteceu em Columbine. E explique com muitos detalhes.
2-Disciplina se aprende COM PUNIÇÕES.
3-Suspensão em casa É PRÊMIO.

Para os "fanfarrões":
1-Se você tira nota baixa e zoa o nerd você é um merda.
2-Sim, você é burro mesmo. Pra tirar um oito naquela prova de História era só você ter escutado o professor. Mas você ficou zoando, conversando ou algo assim. Aí na prova vira aquele pesadelo.
3-Você tira nota boa e zoa o nerd? Cara você é merda DUAS VEZES mais.
4-Você se reconheceu nesse post? Então se sinta feliz por estar vivo. E antes que eu me esqueça vai tomar cú.

Escrevendo este post eu revi vários momentos da minha vida na escola e vi como aquilo tudo era frustrante. Eu senti um pouco de raiva de novo.
Eu até hoje me sinto mal quando tenho raiva.

sábado, 20 de outubro de 2007

Porque as mulheres mandam?

Esta é uma pergunta que eu me faço às vezes. Bem, primeiro tenho que esclarecer a pergunta.
Não estou dizendo que as mulheres dominam o mundo ou algo assim. Mas o fato é que em locais de trabalho o número de mulheres chefiando aumenta a cada dia. Aonde eu trabalho metade dos gerentes de projeto são mulheres, e 80% dos gerentes de programa (gerentes dos gerentes de projeto) são mulheres. Desde que entrei lá, já tive mais ou menos uns 3 ou 4 chefes e só um era homem, e está sendo substituido por uma mulher.
Eis que semana passada encontrei um artigo no jornal falando justamente disso e dando as CAUSAS do domínio feminino nos cargos de alta gerência.
Muito bem caros trovadores, pois, minha minha missão é investigar com cuidado estas causas e esclarecer sob o ponto de vista masculino porque isso tudo é UMA GRANDE PALHAÇADA.
Antes que eu seja escurraçado pelas mulheres que lêem este blog (quase ninguém lê isso mesmo então nem estou com medo), vocês irão entender ao que me refiro à palhaçada.

Então, destroçemos os argumentos que alimentam os subterfúgios que ousam imprimir em nossa sociedade:

- "Homens não trabalham em equipe."
Já vi muitos homens trabalharem em equipe e vi mulheres se descabelando. Se essas mulheres falaram isso, é porque trabalharam com homens BURROS. Uma equipe necessita primariamente de um bom relacionamento. Só isso.

- "A mulher é mais rápida pra resolver pendências"
Já vi mulheres demorarem décadas pra tomar ações.

- "Os homens dão ordens pela metade e esperam que sejam cumpridas integralmente."
Já vi mulheres nem darem ordems e esperarem algum resultado. Já vi mulheres darem EXCESSO de ordens. Sabe quando dá aquela vontade falar: "Eu teria terminado tudo o que você me pediu se você não me interrompesse a cada dois minutos" ?

Agora vamos aos conselhos que elas dão aos homens:

"Una a equipe."
Chopp na sexta feira. Nada mais a adicionar.

"Ouça opiniões."
Tá, esse é um conselho bom pra QUALQUER UM.

"Evitar trabalhar em excesso."
Ah, sim... o trabalho em excesso. Todas as vezes que precisei fazer isso foi pra cumprir prazos estapafúrdios. Quem determinou os prazos mesmo? Ah sim, AQUELA gerente.

"Modere a voz"
AUHAUHAUAHAUHAUAHAUAHAUHAUAHUAHAUHAHAUHAUHAUAHAUHAUH
Sério, em todo o tipo de reunião com mulheres eu só pude observar como a sala vira um ZOOLÓGICO. A histeria é uma regra e muitas vezes tive que deixar a minha cadeira porque simplesmente eu estava impossibilitado de prosseguir com o meu trabalho. Porque? Porque tinha alguma mulher histérica do meu lado.

"Atenção a detalhes. Explique bem as ordens e acompanhe o andamento das tarefas."
Caralho, QUE CONSELHO REVOLUCIONÁRIO!!! Sério, novamente, isso é qualidade de QUALQUER LÍDER. Se o "soldado" não cumpriu a sua ordem corretamente é porque ele é inapto ou a ordem foi dada de maneira errada. Isso é mais do que óbvio.

Bem caros companheiros de trova, agora vem a minha réplica. Eu posso dizer que tive ótimas chefes, mas posso dizer que já vi coisas bizonhas. agora seguem alguns conselhos muito bons para as mulheres que lideram:

1- Acabem com a galinhagem.
Sim. Acabem com esta porra. Isso fode com o ambiente de trabalho. As mulheres criam todo o tipo de picuinha. Falam mal dos outros pelas costas na frente de todo mundo, e falam como a "outra-vagabunda-que-tem-o-cargo-que-eu-quero" faz um trabalho péssimo. Isso leva também ao conselho abaixo:

2- Parem de misturar as coisas.
Se um colega de trabalho não gosta de você não significa que ele vai te ferrar e você tem que ferrar ele. Trabalho é uma coisa, vida pessoal é outra. Um homem é capaz de discutir feio com um outro homem e depois eles baterem um papo no bar e resolver isso. Ainda não vi uma mulher que largasse esse tipo de rancor. Rancor imbecil diga-se de passagem.

3- Controlem a porra do emocional!!!!
Se vocês não tem emocional pra agüentar a pressão não precisa ESPALHAR PRA TODOS OS COLEGAS CARALHO!!! Já repararam que quando uma mulher tá estressada ela faz um monte de escândalos? Pois é, isso atrapalha pra caralho.

4- Não tentem nos enganar...
"Mulheres trabalham mais. Mulheres são mais esforçadas"
Tá certo, é por isso que eu vejo elas navegando na internet pra procurar roupa e esmalte, isso quando elas não pintam a porcaria da unha no trabalho mesmo. Sério, TODOS tem seu momento de coçar o saco. Não é exclusividade masculina.


Pois é... todos tem os conselhos que merecem.

Viram a idiotice disso tudo? O problema não é o homem ou a mulher, todos os conselhos são bons PARA QUALQUER UM. Se as mulheres estão ganhando mais espaço, é porque tinham homens que não desempenhavam bem seu papel. É tudo uma questão de COMO SE LIDERA.


Agora seguem os conselhos que QUALQUER CHEFE deveria saber:

1- Respeito se consquista.
Ter o cargo não adianta. Se você chegou até onde chegou dando a bunda isso não vai te ajudar a ter respeito e ponto final. As pessoas percebem. É como se estivesse escrito na testa.

2-Não tente entender mais do que o especialista.
Se você tem um especialista ESCUTE O QUE ELE TEM A DIZER PORRA! É por isso que você contratou ele!!!

3- Se você promover aquele cara que deu a bunda o resto vai ficar puto.
Isso é óbvio. TODO MUNDO sabe quem puxa o saco e não faz porra nenhuma. Em geral são esses os promovidos. Isso vai de encontro com o primeiro conselho.

4- Não tratem seus subordinados como imbecis.
Sério, se você quer dar uma desculpa, FALE A VERDADE. Os empregados sacam quando o chefe mente. O grande problema é que a verdade dói. Em geral, no trabalho dói mais.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Momento de sabedoria do Gil Brother Away 3

"Não pagarei imposto! Agora vou viver ao Deus dará!"
Gil Brother Away, sobre os impostos no Brasil

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Momento de sabedoria do Gil Brother Away 2

"Cumpadi não, que eu não batizei o teu filho!"

Gil Brother Away, ao ser chamado de "cumpadi"

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Momento de sabedoria do Gil Brother Away 1

"No Rio de Janeiro não precisa ser dia de Cosme e Damião pra você ganhar bala."
Gil Brother Away

domingo, 14 de outubro de 2007

Nature's Revenge

Minhas tartarugas são lésbicas. Ou, pelo menos, uma delas é; não sei dizer qual, acho ambas iguais... Na verdade, nunca reparei, nem são minhas de verdade, são dos meus primos...

Mas a posse das tartarugas não é importante. O que importa é que, volta e meia, uma delas resolve "montar" em cima da outra (O Michelangelo - a Tartaruga Ninja... - provavelmente adoraria a cena). A tartaruga de baixo deve ficar amarradona... Porém, o tempo vai passando... E ela lá, esperando... Esperando... E nada acontece. Então, ela, emputecida, resolve sair de baixo... Derrubando a pobre tartaruga que está por cima... E esta, idiota, ao contrário dos felinos, SEMPRE cai de barriga para cima (algum dia passo manteiga na barriga delas, para ver se passam a cair direito...)!

O tempo vai passando, e o pobre réptil fica lá, tentando se virar... E se caga todo, no esforço. São fezes para todo lado... Ao Sol. E isso, na varanda em frente ao meu quarto, lógico...

Ah, que fragrância matinal... O doce aroma de fezes de tartaruga pela manhã... Não há melhor maneira de acordar.

Bicho nojento. Acho que vou por fraldas nelas... Ou cintos de castidade, sei lá... A droga do cheiro é horrível! E é claro que sou eu que tem que ir lá desvirar a criatura... Pelo menos, limpar o local não é minha responsabilidade...

Mas meu tormento animal não acaba aí... Há também os mosquitos. Ao longo dos anos, a seleção natural promovida por mim aqui em casa os tornou virtualmente imortais. Pode-se espremê-los entre suas mãos, ou contra as paredes, não importa, eles sempre saem voando ao se remover o que quer que os esteja tentando (inutilmente) esmagar...

O ventilador também é inútil; eles surfam nas correntes de ar com maestria... Devem achar refrescante.

Os remédios para mosquito também não são eficazes: a quantidade necessária para deixá-los zonzos a ponto de ser possível acertá-los e matá-los na base da violência total e irrestrita é tamanha, que acho que algum dia quem vai cair no chão, morto, envenenado, serei eu...

Me cobrir com lençol também é inútil...

Mas acho que esse deve ser o preço de se poder acordar ouvindo o som dos pássaros cantando, nas árvores... Se bem que eu aceitava ouvir uma versão gravada em MP3, para me livrar dos mosquitos...

Só o que ainda não dá para substituir é o cheiro da chuva; cheiro de terra molhada... Aqui, é muito bom quando venta e chove... Ouvir o som da água batendo no telhado; o farfalhar das folhas ao vento...

Claro que, se eu tivesse dinheiro, muito, de verdade, daria para fazer o que eu quisesse... Afinal, se é possível fazer nevar no deserto (para se esquiar, ainda por cima!), qual seria a dificuldade em se fazer chover sem mosquitos?

Preciso mesmo escavar uns poços de petróleo...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A vida imita a arte



Se não conseguirem ler, cliquem na figura e leiam a tirinha. Sinceramente, dispensa comentários.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Roll Out!

A casa onde moro (a maior parte do tempo...) tem garagem. Porém, hoje, voltando da UFRJ... No meio do caminho, tinha um carro. Tinha um carro no meio do caminho. Estacionado. Na frente da porta da garagem. E eu queria passar por cima.

O conceito de "garagem" é assim, tão complicado de se entender? Afinal, param na frente da minha o tempo todo! Sendo uma garagem, um carro deve ser capaz de entrar nela... Logo, o portão é enorme! Não é possível que os motoristas não enxerguem...


Teve uma vez em que um, meio sem graça, tentou se justificar, dizendo que não tinha nada escrito na porta da garagem... O que é simplesmente ridículo! Afinal, se o indivíduo é cego a ponto de não ver um portão "gigantesco", como vai ser capaz de ler um "Não Estacione, Garagem" escrito numa placa bem menor que o portão?

Li em algum lugar que não se deve atribuir a mau caratismo o que pode ser explicado pela estupidez. Acredito que seja impossível a alguém que dirige não ver uma porta de garagem... Mas seria realmente possível a existência, em seres humanos, de cérebros tão estúpidos e mal formados a ponto de não associarem "portão grande" a "garagem"? Ou seja, só pode ser mau caratismo...

Em algum documentário no Discovery, alguma vez, foi dito que, em 10% dos casos, as crianças não são filhas de seus "pais"; mamãe teria pulado a cerca... Dirigir, porém, me faz crer que este valor está absolutamente errado: a porcentagem de filhos da p#%@ nas ruas é muito maior!

Claro, não são somente os motoristas: os pedestres, também, são incapazes de compreender certos conceitos, como o de "calçada". Se existem calçadas, por que andar no meio da rua? O pior é que "meio", em alguns casos, não é força de expressão! Mas não importa, o maldito pedestre idiota se posiciona na rua de modo calculado a impedir que seu carro passe, sendo que a calçada a seu lado se encontra absolutamente desimpedida...

Tudo isso só me faz concluir que é muito triste ser pobre. A "força", em nossa sociedade, é a riqueza. Ser pobre significa que sou fraco e, por isso, deveria ser extinto (num caso extremo), ou me resignar a ter de lidar diariamente com tamanha estupidez. Mas eu não quero! Quero ser rico, e só andar de helicóptero!

Isso faz eu me lembrar de duas histórias que meu pai me contou uma vez. A primeira, ele presenciou em algum lugar, não lembro onde... Foi o seguinte: um senhor, em seu carrão milionário, se preparava para estacionar em uma vaga... Quando então uma garota acelera com seu carrinho, atrapalha a manobra do senhor, e pára na vaga onde ele estava estacionando. E, para piorar, sai do carro, e ainda vai debochar dele: "O mundo é dos espertos!", diz ela... O senhor, então, vai com seu carro, e começa a bater no carro dela, fazendo um estrago... A garota fica estupefata, sem saber o que fazer... Ele, então, para o carro em algum outro canto, e então vem até ela tranqüilamente e, com a maior calma, responde: "Não é, não. É dos mais ricos.", e vai embora, como se todo o estrago automobilístico que acabara de acontecer não fosse pesar absolutamente nada em seu bolso...

Nossa, como eu queria poder fazer isso... Não deixaria uma peça inteira dos carros que param na porta da minha garagem!

A segunda história aconteceu com meu pai, mesmo: quando ele estava aprendendo a dirigir, meu avô não deixava ele pegar o "carro de passeio", com medo de que meu pai o arrebentasse ("O que nunca aconteceria, pois sou piloto", ele diz...)... Então, meu pai saia com uma caminhonete (ou algo do tipo), de aço... Com motor de trator. O troço era um monstro...

Um belo dia, andando pela praia (em Aracajú - na época, neste local, havia uma única estrada, e só dava para passar um carro por vez), avistou mais adiante um cara, em seu carrão conversível, parado no meio da rua "mandando uma idéia" em alguma menininha da praia... Meu pai, então, teria dado uma businada "de leve", só para o cara dar uma manobrada e encostar o carro, de modo que meu pai então pudesse passar... O "preyboy", então, vendo aquele carro tosco e acinzentado atrás dele, resolveu aproveitar para "tirar onda" e impressionar mais a menininha da praia, num outro típico momento Animal Planet: julgou o adversário inferior, e então resolveu "crescer"; estufou o peito, empinou a crina, essas coisas... Berrou "Passa por cima!", e se virou, com um sorriso debochado, de volta para a garota, no melhor estilo “Viu como sou foda?”. Porém, ele não contava com a lataria de aço e o motor de trator... "Pois não.", disse meu pai, engatando a primeira... E rebocando (na verdade, empurrando) o conversível... Que não teve outra saída a não ser ir embora... E ficou sem a menininha!

Mané... Sun Tzu teria vergonha dele...

Por isso, acho que eu já ficaria feliz com um "monster truck"... Mas claro que eu só passaria por cima de quem merecesse... Seria um "Senhor Volante" moderado; não a versão corrompida pelo poder, que é o Pateta...

Realmente... Como já deve ter ficado claro: odeio dirigir, com todas as minhas forças!

E, para terminar, antes que alguém dê essa sugestão: não, não adianta ligar para o reboque. Ele quase sempre não aparece. E, quando aparece, já deu tempo de o indivíduo que tinha parado aqui se mandar, e um segundo parar na porta da garagem, e então ir embora, também...

Seria legal se eu pudesse dirigir um Autobot...

P.S.: Algum dia, ainda consigo correr com o carro a 144 km/h!